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Mbappé passa Messi e vira maior artilheiro da história das Copas, com 22 gols

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Mbappé marca duas vezes na derrota da França para a Inglaterra por 6 a 4 na disputa do terceiro lugar - Instagram / França
Mbappé marca duas vezes na derrota da França para a Inglaterra por 6 a 4 na disputa do terceiro lugar
Por Robson Morelli

18/07/2026 | 21h06

Nova York — Kylian Mbappé tomou de Lionel Messi o lugar mais alto da artilharia histórica da Copa do Mundo num jogo que era para não valer nada, mas que acabou sendo o de maior número de gols da competição: dez. O jogo foi 6 a 4 para a Inglaterra, em seu melhor resultado nas últimas décadas: terceiro lugar.

Mas foi o atacante da França que comemorou. Mbappé marcou duas vezes e chegou a 22 gols em Copas. Ele se tornou o maior goleador da história do torneio. Aos 27 anos, o camisa 10 francês já não corre mais atrás dos gigantes. Agora, é ele quem está na frente. Isso se Messi passar em branco na grande final deste domingo contra a Espanha.

Mbappé chegou de cabeça baixa após a eliminação da França na semifinal, mas fez o que tem feito desde que apareceu em Copas: gols. Com os dois marcados neste sábado, assumiu também a artilharia isolada da edição de 2026, com dez gols. O jogador do Real Madrid tem 22 gols em 22 jogos de Copa do Mundo. A média é assustadora. Em três edições, ele empilhou números que outros craques levaram uma carreira inteira para conseguir e a maioria nem chegou perto.

Mbappé foi campeão em 2018, quando marcou quatro vezes. Em 2022, fez oito gols, terminou como artilheiro e amargou o vice para a Argentina, de Messi. Em 2026, voltou ainda mais letal, com dez gols em oito partidas. Superar Messi tem valor simbólico.

Mbappé tem três Copas com 27 anos

O argentino chega à final contra a Espanha como o maior personagem do Mundial, em sua despedida, mas entra em campo pressionado neste domingo porque vê Mbappé assumir o topo da lista um dia antes da decisão. Messi ainda pode reagir. Se marcar duas vezes na final, volta a se isolar na artilharia de todos os tempos e só poderá ser superado em 2030.

No primeiro tempo, posso entender quem diz que foi uma palhaçada, que não respeitamos a camisa. Infelizmente, estávamos atordoados. Queríamos fazer algo por ele, mas o primeiro tempo deu a impressão de que o abandonamos. Esse jogo não vai manchar a lenda de Deschamps. Eu preferia não ser o maior artilheiro da história e jogar a final. É bom para o legado, mas hoje não é a primeira coisa que passa pela minha cabeça", disse Mbappé ao canal M6.

Mbappé construiu essa marca com uma assinatura clara. Dos 22 gols em Copas, 19 saíram de dentro da área. Antes de a França ser derrotada para a Espanha, ele era o "cara" da Copa. E não é apenas velocidade nem explosão. É presença, sede, leitura de espaço e frieza diante dos goleiros. Mbappé virou um especialista em surgir onde a marcação não consegue mais corrigir o erro. A maioria dos gols, 18 deles, saiu com a perna direita, o pé bom.

Messi, por sua vez, chegou a esta Copa em alta e ainda pode fechar sua história com o recorde. O argentino passou em branco contra a Suíça, nas quartas de final, e também na semifinal contra a Inglaterra, quando deu duas assistências e foi decisivo mesmo sem marcar. Antes disso, vinha de uma sequência impressionante de nove jogos seguidos com gol em Copas do Mundo, esta e a Copa do Catar.

Messi x Mbappé pela artilharia

A disputa entre Messi e Mbappé virou um duelo acompanhado pelos torcedores do mundo todo. Também trata-se de um duelo de gerações. Messi representa a longevidade, a genialidade construída em duas décadas e uma trajetória que passou por cobranças e aplausos. Mbappé é o craque do futebol moderno, mais novo e de muita velocidade. E antes dos 30 anos. 

Antes deles, o ranking mostrava o tamanho do feito. Miroslav Klose, por anos dono da marca histórica, soma 16 gols. Ronaldo, o maior artilheiro brasileiro em Copas, fez 15. Gerd Müller e Harry Kane aparecem com 14. Just Fontaine, dono do recorde mais impressionante em uma única edição, marcou 13 gols em 1958. Pelé, tricampeão do mundo, fez 12. Mbappé pulverizou essa relação. Messi fez o mesmo, com 21 gols.

A lista também ajuda a entender o peso do feito de Mbappé. Ele não passou apenas Messi. Passou Klose, Ronaldo, Müller, Fontaine e Pelé em uma corrida que parecia impossível. E fez isso em três Copas, com uma eficiência rara para qualquer geração. Ele provavelmente terá mais duas Copas para jogar. Se mantiver o seu aproveitamento, esse número pode bater em mais de 30 gols. Portanto, Mbappé deixa a Copa de 2026 com uma conquista pessoal gigantesca. A Copa ainda não acabou, mas já é um pedaço definitivo da história. O maior artilheiro das Copas agora é Mbappé. Só Messi pode mudar essa história.

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