Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

Final de Messi na Copa vira Super Bowl da Fifa com ingressos de até R$ 204 mil

Instagram / Fifa

Fifa mostra os dois rostos da final da Copa do Mundo de 2026: Lamine Yamal e Lionel Messi - Instagram / Fifa
Fifa mostra os dois rostos da final da Copa do Mundo de 2026: Lamine Yamal e Lionel Messi
Por Robson Morelli

16/07/2026 | 17h44

Nova York — Ver Lionel Messi pela última vez em uma Copa do Mundo virou artigo de luxo. A Fifa ainda tem ingressos disponíveis em seu site oficial para a final entre Argentina e Espanha, domingo, no MetLife Stadium, em New Jersey. Mas o torcedor que quiser estar no jogo 104 da maior Copa da história terá de abrir muito a carteira.

A entrada mais barata disponível custa US$ 7.930,40, o equivalente a R$ 40.571,13. Dá direito a 90 minutos de bola rolando, com possibilidade de mais 30 de prorrogação e, quem sabe, pênaltis. Também dá direito a participar de uma despedida histórica: Messi, aos 39 anos, deve fazer sua última partida em Mundiais.

A final começa às 16h de Brasília, 15h no horário local. Argentina e Espanha chegam ao MetLife para decidir uma Copa marcada por recordes, polêmicas, calor, viagens longas, estádios cheios e um novo padrão comercial da Fifa. Nunca houve um Mundial tão grande. Nunca houve uma final tão cara também.

Os ingressos são oficiais e revendidos pela própria Fifa. Há entradas em diferentes setores do estádio. O preço mais alto encontrado chega a US$ 39.882, cerca de R$ 204.032,32. Com esse dinheiro, além de ver a decisão perto do gramado, seria possível comprar no Brasil um carro médio zero quilômetro.

Final da Copa vira entretenimento caro

De qualquer lugar do MetLife, a visão do campo costuma ser boa. Mas, na final de domingo, o jogo será apenas parte do pacote. A Fifa preparou um espetáculo com 30 minutos de show musical no intervalo e uma cerimônia de encerramento para entrar para a história. É a primeira vez que a entidade leva para uma final de Copa um formato mais próximo do Super Bowl, a decisão do futebol americano.

O intervalo entre Argentina e Espanha deve ser mais longo por causa das apresentações previstas de Madonna, Shakira, BTS e Justin Bieber. Todos vão cantar. Antes da bola rolar, o rapper Post Malone também fará show para as duas torcidas por mais de uma hora. A Fifa quer transformar a final em um evento global de entretenimento, não apenas em uma partida de futebol.

Dentro de campo, no entanto, o maior atrativo continua sendo Lionel Messi, o dono desta Copa. O camisa 10 argentino disputa sua sexta edição de Mundial e pode sair de cena com o segundo título consecutivo. A Argentina conquistou o torneio em 2022, no Catar, quando Messi, enfim, levantou a taça que faltava em sua coleção.

Vai ter também Donald Trump

Agora, ele pode encerrar sua história em Copas contra a Espanha, país onde cresceu como jogador, nas categorias de base de La Masia, do Barcelona, e onde virou lenda. Todos os jogadores espanhóis que vão enfrentá-lo o viram brilhar no país, em especial o garoto Lamine Yamal, a quem Messi deu um banho em uma banheira quando o argentino tinha 20 anos e Yamal era apenas um bebê.

Aos 39 anos, Messi ainda é o grande nome deste Mundial. Conduziu a Argentina à final, encantou o planeta e pode ser eleito novamente o melhor jogador da competição. A disputa já tem a sua assinatura. 

Para muitos argentinos, assistir a esse jogo não tem preço. Ou melhor: tem, mas custa caro demais. Ver Messi pela última vez em uma Copa virou uma experiência quase inacessível para o torcedor comum. O futebol que nasceu popular chega à final mais luxuosa de sua história cobrando valores de evento premium.

A presença de Donald Trump na tribuna de honra, ao lado de Gianni Infantino, presidente da Fifa, também fará parte do cenário. O presidente dos Estados Unidos estará no estádio em uma final que promete reunir argentinos, espanhóis, celebridades, políticos, patrocinadores e torcedores dispostos a pagar uma fortuna por um lugar na história.

A Fifa vende a final como espetáculo total. Tem Messi, tem Argentina, tem Espanha, tem show, tem cerimônia, tem presidente americano e tem o estádio lotado, provavelmente com 80 mil pessoas. Mas a imagem dos ingressos acima de R$ 40 mil também conta outra história. A Copa ficou maior. Ficou mais rica. E ficou muito mais distante de quem sempre fez dela a maior festa popular do planeta.

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Últimas Notícias