Parada de hidratação na Copa vira estratégia técnica e também para marcas
CBF
Nova York - A parada para hidratação ou cooling break nos jogos da Copa do Mundo é uma das novidades da Fifa nos Estados Unidos, México e Canadá. A interrupção do jogo acontece por volta do minuto 22 de cada tempo, independentemente da temperatura e do calor local. A regra nasceu para ajudar os jogadores em dias quentes e da necessidade de hidratação. Mas ela mudou de caráter.
A parada passou a ser mais interessante para que os treinadores passassem novas informações aos seus jogadores a fim de corrigir erros de posicionamento ou de qualquer outra natureza da partida. De parada para beber água, ela virou parada técnica. E já tem uma nova finalidade: vender segundos de anúncios nas transmissões dos jogos.
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Oportunidade para marcas
O Super Bowl, a grande final do futebol americano, já dá o recado há décadas sobre essa possibilidade. No futebol, mostrar patrocinadores e marcas durante a bola rolando nunca foi visto com bons olhos. O torcedor se incomoda. Com a parada técnica, isso caiu por terra.
Quando o jogo é interrompido para o cooling break, as TVs e os streamings passam a mostrar marcas de patrocinadores sem perder nenhum lance da partida. Problema resolvido para as marcas e empresas.
Portanto, a novidade, que nasceu para solucionar um problema físico e de saúde dos atletas, passou a interagir e a resolver problemas técnicos e táticos do treinador e vai entrar na seara financeira das emissoras. Para efeito de comparação, um anúncio da Globo no Mundial pode custar até R$ 265 milhões, de acordo com o Meio&Mensagem.
Todos os campeonatos terão parada de hidratação?
A Fifa testou a parada técnica no Mundial de Clubes do ano passado e levou a regra para alguns campeonatos regionais pelo mundo. O futebol brasileiro bebeu dessa água na primeira parte do Brasileirão.
Nesta Copa, todos os jogos têm o cooling break. Mas a entidade do presidente Gianni Infantino não pretende impor a paralisação para todos os campeonatos nacionais. A Fifa deve deixar a decisão para as federações. Pelo menos é isso que ela acena num primeiro momento.
Em alguns jogos do Mundial nos Estados Unidos, o torcedor vaiou a parada de hidratação, para que o jogo seguisse. É inegável que a decisão da Fifa tira a intensidade da disputa. E a torcida não gosta disso.
Mundial Feminino no Brasil em 2027 vai ter
Mas todas as novidades impostas pela Fifa nesta Copa do Mundo serão avaliadas pelos observadores da entidade, como ex-jogadores e técnicos. Se ela entender que vale a pena apostar nelas ou em algumas delas, as orientações serão seguidas nos torneios organizados por Infantino, como o Mundial de Futebol Feminino do ano que vem no Brasil.
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