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Como funciona o novo check-in digital em hotéis brasileiros?

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Check-in digital foi criado para modernizar o processo de entrada dos hóspedes - Adobe Stock
Check-in digital foi criado para modernizar o processo de entrada dos hóspedes
Por Pedro Marques

20/04/2026 | 08h32

São Paulo - O check-in em hotéis, pousadas e hostels no Brasil está passando por uma transformação importante. A Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) agora tem versão digital e se torna o novo padrão obrigatório no país, conforme previsto na Lei Geral do Turismo.

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Na prática, o sistema foi criado para modernizar o processo de entrada dos hóspedes e acabar com o preenchimento manual em papel. A mudança também ajuda o Ministério do Turismo a reunir dados mais precisos sobre o perfil dos viajantes, como motivo da viagem e meios de transporte utilizados.

O que é a FNRH Digital?

A FNRH Digital é a evolução do cadastro obrigatório que todo hóspede precisa preencher ao se hospedar. Com a novidade, esse registro passa a ser feito online, antes ou no momento da chegada ao estabelecimento.

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A principal vantagem é a agilidade: o viajante pode preencher seus dados antecipadamente, evitando filas na recepção e reduzindo erros comuns do preenchimento manual.

Até quando hotéis precisam se adaptar?

Os meios de hospedagem têm até esta segunda-feira, 20, para aderir ao sistema. Estar regular na plataforma também é uma exigência para manter o cadastro ativo no Cadastur.

Caso o estabelecimento não se adeque, pode sofrer notificações, sanções administrativas e até ficar em situação irregular perante órgãos de fiscalização.

É obrigatório usar conta gov.br?

Não é obrigatório, mas é o formato mais recomendado. Ao utilizar a conta gov.br, o hóspede tem seus dados preenchidos automaticamente, com validação de identidade, o que dispensa assinatura física e aumenta a segurança das informações.

Outras formas de preenchimento continuam disponíveis, especialmente para quem não utiliza a plataforma.

Como o check-in digital funciona na prática?

O processo pode ser feito de diferentes maneiras. Muitos hotéis oferecem um link de pré-check-in logo após a reserva, permitindo que o hóspede já chegue com tudo pronto.

Outra opção comum é o uso de QR Codes na recepção. Assim, várias pessoas conseguem preencher suas informações ao mesmo tempo, o que ajuda a evitar filas, principalmente em grupos grandes.

Se o hóspede tiver dificuldade com tecnologia, a equipe do hotel pode ajudar no preenchimento. Nesse caso, o sistema valida os dados em tempo real junto à Receita Federal, garantindo mais precisão.

Como ficam crianças e acompanhantes?

Menores de idade devem ser vinculados ao cadastro de um responsável legal. Um detalhe interessante é que, após o primeiro registro, os dados ficam salvos para futuras hospedagens em qualquer lugar do país, facilitando viagens em família.

Já adultos acompanhantes precisam preencher suas próprias informações individualmente.

E os hóspedes estrangeiros?

O sistema também atende turistas de fora do Brasil. Há versões em inglês e espanhol, e não é necessário ter CPF ou conta gov.br. Basta informar os dados do passaporte ou documento internacional.

Hotéis precisam ter sistema próprio?

Não necessariamente. Estabelecimentos que já utilizam sistemas de gestão podem integrar suas plataformas à FNRH Digital por meio de API, automatizando o envio das informações.

Por outro lado, hotéis menores podem usar gratuitamente o sistema disponibilizado pelo Ministério do Turismo. Para isso, é preciso estar com o Cadastur ativo e indicar um responsável pelo envio dos dados.

Existe custo para usar o sistema?

Não, a plataforma é gratuita. Além disso, a digitalização reduz gastos com papel, impressão e armazenamento físico de documentos, gerando economia no dia a dia dos estabelecimentos.

Quem é responsável pelos dados?

Mesmo com o sistema digital, a responsabilidade pelas informações continua sendo do hotel. Cabe ao estabelecimento conferir os dados no momento do check-in e garantir que tudo seja enviado corretamente.

Como funciona a fiscalização?

A fiscalização pode ser feita por órgãos federais, estaduais ou municipais. A regularidade depende tanto do envio correto das informações quanto da situação do cadastro no Cadastur.

Se houver irregularidades, o sistema pode ser bloqueado, além da possibilidade de aplicação de penalidades.

Fim das fichas de papel

Uma das mudanças mais significativas é o fim da obrigação de guardar fichas físicas por anos. Agora, todas as informações ficam armazenadas digitalmente nos sistemas do governo, de forma permanente.

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