De promessa a hábito: veja 5 dicas para colocar metas de ano novo em prática
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Por Mariana Cezario, especial para o Viva, e Joana Gianfaldoni
redacao@viva.com.brMomentos simbólicos de início, como aniversários, segundas-feiras e principalmente o Ano Novo, fazem o cérebro criar uma separação emocional entre o ‘eu do passado’ e o ‘eu do futuro".
As 5 promessas clássicas de ano novo
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A psicóloga destaca que os principais tropeços ocorrem por erros simples: a definição de metas vagas e a tentativa de fazer mudanças drásticas de uma só vez, o que esgota a energia psíquica. Soma-se a isso a tendência a superestimar a motivação e focar nos erros, o que leva à frustração. Para que as metas sobrevivam, é preciso ter método e paciência.Como tirar as metas do papel
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Por que isso acontece?
Segundo a psicóloga e neurocientista Anaclaudia Zani, fundadora da Eita Mentora Virtual, o cérebro tende a preferir atalhos já consolidados. Hábitos e caminhos antigos, mesmo que ruins, são mais confortáveis do que os novos.
Dicas para reprogramar o cérebro
- Estabeleça metas reais pensando em sua rotina do dia a dia. Quem nunca teve o pensamento de "vou para a academia todos os dias" e, por conta da rotina agitada, não teve tempo e acabou se frustrando? Tente trocar "vou me exercitar" por "vou caminhar 20 minutos três vezes por semana".
- Não se puna! Errou? Recomece sem culpa. A culpa bloqueia o aprendizado e a autocrítica sabota nosso cérebro a ativar mecanismos de estresse e medo. O foco deve ser na evolução e não na perfeição.
- Não se compare. Devemos estabelecer metas pessoais e não aquelas que vem de padrões sociais e comparações externas. Atente-se as suas necessidades reais.
- Não faça mudanças muito radicais logo no início. Hábitos pequenos e frequentes a mente fixa melhor.
- Algumas pequenas recompensas ajudam o cérebro a consolidar o comportamento.
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A motivação sem recompensa tende a desaparecer rapidamente. Ao estabelecer metas, o cérebro libera dopamina, neurotransmissor responsável pela motivação, pelo prazer, pela libido e por outras funções essenciais.
No entanto, quando os resultados demoram a aparecer, a liberação de dopamina acaba diminuindo, a motivação cai e o cérebro retorna aos padrões conhecidos, buscando o conforto dos hábitos antigos.
Essas mudanças exigem esforço para que o organismo crie uma resistência. A especialista ainda explica que rodando meio que no “piloto automático”, o cérebro tende a preferir atalhos neurais já consolidados. Hábitos e caminhos antigos, mesmo que ruins, são mais confortáveis do que os novos.
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É preciso entender o cérebro e seus mecanismos cerebrais e que ele é nosso aliado antes de traçar qualquer meta no papel. Começar a usar a neurociência e a psicologia a favor das intenções pode fazer com que 2026 seja realmente diferente e transformador”.
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