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Farmácia emocional: como usar aromas para ter foco, alegria e menos estresse

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Um aroma pode provocar bem-estar em uma pessoa, mas ser indiferente ou até desagradável para outra - Adobe Stock
Um aroma pode provocar bem-estar em uma pessoa, mas ser indiferente ou até desagradável para outra
Por Alessandra Taraborelli

14/07/2026 | 18h43

São Paulo - Você já parou para pensar em como o cheiro pode mudar completamente o seu dia? Seja acalmando a ansiedade antes de uma reunião ou trazendo foco para uma tarde cansativa, os estímulos olfativos atuam como gatilhos rápidos para a nossa mente. Muito além da perfumaria, a ciência dos aromas mostra que o que respiramos dita nossa produtividade, estresse e nossas escolhas.

De acordo com a neurocientista, perfumista e aromaterapeuta Daiana Petry, o olfato é o único sentido que possui uma ligação praticamente direta com as áreas cerebrais responsáveis pelas emoções e pela memória. É justamente essa característica que explica por que um aroma pode provocar uma reação emocional antes mesmo de termos consciência do que estamos sentindo.

Em cerca de 100 milissegundos, o cérebro já começa a produzir respostas emocionais automáticas. Em aproximadamente 500 a 800 milissegundos, ocorre o reconhecimento consciente do aroma. Ou seja, muitas vezes sentimos uma emoção antes mesmo de identificar o cheiro.

Daiana ressalta que, se o aroma estiver associado a uma experiência marcante da vida, o hipocampo rapidamente recupera essa memória, intensificando a resposta emocional. Em seguida, o córtex pré-frontal interpreta o contexto e pode reforçar ou modular essa emoção. Os efeitos fisiológicos e emocionais podem persistir por alguns minutos ou horas após a exposição, dependendo do aroma, do contexto e da forma de utilização.

Aroma pode influenciar pessoas do mesmo jeito?

A especialista explica que um mesmo aroma pode provocar bem-estar em uma pessoa, mas ser indiferente ou até desagradável para outra, porque nossa percepção olfativa não depende apenas da composição química do odor. Ela é construída pela interação entre genética, experiências de vida, estado emocional, saúde, idade, cultura e o contexto em que o aroma é percebido.

A genética faz com que existam pequenas diferenças nos receptores olfativos de cada indivíduo, tornando algumas pessoas mais sensíveis a determinadas moléculas do que outras. O cérebro associa constantemente os aromas às nossas experiências. Um cheiro presente em momentos felizes da infância pode despertar conforto, acolhimento e segurança.

Já o mesmo aroma, se estiver ligado a uma lembrança desagradável ou traumática, pode provocar rejeição ou desconforto. Isso acontece porque os odores têm acesso privilegiado a estruturas cerebrais envolvidas com a memória e as emoções, como a amígdala e o hipocampo.

Além disso, nosso estado emocional também modifica a forma como percebemos um aroma. Daiana revela que estudos mostram, por exemplo, que pessoas submetidas a uma indução experimental de ansiedade passaram a avaliar odores previamente neutros como desagradáveis, mesmo sem alteração na intensidade do cheiro.

Outro fator importante é o contexto. A iluminação, a música, o ambiente e até o nome dado ao aroma influenciam nossa experiência. Um mesmo odor pode ser percebido como mais agradável quando acompanhado de imagens, sons ou informações positivas, ou tornar-se menos agradável quando associado a expectativas negativas.

Fragrâncias para o humor

Sabendo da importância de uma fragrância, a Natura  traz combinações de perfumes que ajudam a estimular o seu humor ideal para quaisquer ocasiões. A empresa já vem abordando conexões do tema de bem-estar, neurologia e fragrâncias em seu portfólio desde um dos seus lançamentos mais recentes (ajuste de fluidez na frase) na categoria.

A coleção Humor Mood Boosters traz três novos perfumes que contam com uma neurociência que funciona como um ativador instantâneo de emoções positivas no momento de uso.

Em uma colaboração entre perfumistas e neurocientistas, a Natura realizou um estudo com 160 consumidoras durante o processo de desenvolvimento da linha para acompanhar a eficácia da tecnologia.

Cada fragrância desperta um sentimento distinto. O Humor +Ânimo estimula energia e motivação e possui um olfativo cítrico frutal combinado com violeta e fruto de sândalo. Já o Humor +Confiança foca em trabalhar o empoderamento e segurança, com um cheiro floral frutal sustentado pelo calor da copaíba e do musk. Por último, o Humor +Vibrações foi pensado para impulsionar positividade e otimismo, com um aromático frutal que possui um corpo relaxante de lavanda e fundo de cedro.

Como fazer uma farmácia emocional

Se você está pensando em usar os aromas como estímulo, Daiana sugere três óleos essenciais que estão entre os mais estudados e que atendem a necessidades muito comuns do dia a dia para uma “farmácia emocional”: alegria, foco e alívio do estresse. Vale lembrar que a resposta aos aromas é individual, mas esses três contam com um bom respaldo científico.

Para promover alegria e disposição nas atividades: escolha a laranja-doce. Rica em limoneno, ela apresenta estudos mostrando redução dos níveis de estresse e melhora do humor em diferentes contextos. É um aroma gostoso, otimista e, de forma geral, muito bem aceito pelas pessoas.

Para aumentar o foco e a concentração: opte pelo óleo essencial de hortelã-pimenta. Diversas pesquisas demonstram que sua inalação pode favorecer a atenção, a memória de trabalho e a velocidade de processamento das informações.

Para aliviar o estresse: escolha lavanda. É provavelmente o óleo essencial com maior número de estudos clínicos nessa área. Seus principais componentes, como o linalol e o acetato de linalila, estão associados à redução da ansiedade, da tensão emocional e à melhora da qualidade do sono.

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