Cães e gatos também sentem as férias: veja como proteger seu pet do estresse
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São Paulo - As férias chegaram! É hora de rotina flexível, passeios, bagunça com as crianças e viagens. Mas você já parou para pensar em como tudo isso afeta o seu pet? Se essa mudança de ritmo mexe com você, saiba que para cães e gatos o impacto pode ser ainda maior.
A previsibilidade é a base do bem-estar animal. Acostumados com a repetição do dia a dia, eles organizam sua rotina a partir dos nossos horários. Quando as férias alteram essa dinâmica de forma brusca, o comportamento deles muda — e nem sempre é fácil notar.
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Como reduzir o estresse do pet sem estragar as férias?
Para curtir o período de descanso sem comprometer a saúde mental dos animais, o segredo está no equilíbrio. A psicóloga Juliana Sato, especialista em vínculo humano-animal e luto, recomenda preservar as principais rotinas do dia do pet.
Mantenha fixos: Os horários das refeições, dos passeios e dos momentos de descanso.
Crie zonas de refúgio: Garanta um local calmo para o animal se isolar se a casa estiver cheia.
Os animais sentem profundamente a quebra desse padrão. A mudança repentina de cenário ou de horários gera insegurança, estresse e cansaço emocional nos companheiros de quatro patas, que dependem da estabilidade para se sentirem seguros."
Teimosia ou estresse?
Na prática, o estresse do pet se manifesta de formas variadas. O grande desafio para os tutores é que esses sinais costumam ser interpretados erroneamente como pirraça ou desobediência. Fique atento se o seu pet apresentar:
- Irritabilidade ou reações agressivas inéditas;
- Isolamento (ficar se escondendo);
- Alterações no sono ou apetite;
- Lamber as patas excessivamente ou destruir objetos.
Criança precisa de limites?
Com mais tempo livre, as crianças querem brincar constantemente com os animais - mas vale ensinar aos pequenos que o pet não é um brinquedo disponível 24h.
A psicóloga ressalta que estudos internacionais mostram que a maioria dos casos de mordeduras infantis acontece dentro de casa, envolvendo o cão da própria família. "Em muitos casos, os episódios são precedidos por sinais de desconforto emitidos pelo animal que não foram percebidos pelos adultos. Por isso, a supervisão constante é fundamental", ressalta a especialista.
Levar ou não o pet na viagem?
A decisão entre levar o pet ou deixá-lo com um cuidador deve considerar o perfil de cada animal:
Gatos: Geralmente lidam melhor permanecendo em seu próprio ambiente, recebendo visitas de um cat sitter.
Cães: Podem se beneficiar da companhia constante ou de uma hospedagem especializada (hotel pet).
O número de tutores que viajam com pets vem crescendo. Prova disso, é que o ministério do Turismo realizou uma pesquisa online para mapear o mercado de pet friendly no País. Com base no resultado, serão criados dois matérias: Manual de Boas Práticas para o Turismo Pet Friendly e o Guia Nacional de Turismo Pet Friendly.
Por outro lado, o planejamento de segurança e assistência médica nesses deslocamentos ainda avançam a passos lentos. Imprevistos como mal-estar no trajeto ou urgências veterinárias raramente entram no radar dos tutores ao arrumar as malas.
Segundo Cláudia Brito, sócia-diretora comercial da Coris Seguro Viagem, a expectativa de especialistas do setor é que o comportamento dos viajantes amadureça nos próximos anos, acompanhando a própria profissionalização do mercado, que passa a exigir experiências mais completas e seguras.
Os consumidores já não cogitam deixar os animais para trás. Por isso, o mercado precisa evoluir para entregar soluções que unam conforto, praticidade e, acima de tudo, proteção em tempo integral."
E você, costuma viajar com seu pet ou prefere deixá-lo em casa? Conte aqui nos comentários!
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