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Cidadania e Direitos / Política

Renan Santos sugere desvincular aposentadoria do mínimo já neste ano

Partido Missão/Divulgação

Renan Santos também defendeu uma nova reforma trabalhista - Partido Missão/Divulgação
Renan Santos também defendeu uma nova reforma trabalhista
Por Broadcast

17/08/2026 | 15h12

São Paulo - O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, defendeu nesta segunda-feira, 17, a aprovação ainda este ano de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de transição para tratar da Previdência e afirmou que uma eventual transição de governo deve ter foco na gestão fiscal e nas despesas. A declaração foi feita durante a 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo.

"A gente quer fazer uma PEC de transição com as desvinculações das tributações, no mínimo para tratar de Previdência, já na virada do ano", afirmou. Segundo Renan, a proposta precisa ser focada na gestão fiscal. "Nós precisamos fazer uma reforma séria e já na transição nós precisamos passar um recado para todo mundo de que o fiscal vai ser prioridade", disse.

O candidato também defendeu uma nova reforma trabalhista e a possibilidade de contratação de pessoas por hora. Segundo ele, a redução dos juros baseada em corte de despesas, combinada com uma agenda trabalhista, poderia estimular investimentos em infraestrutura e aumentar a competitividade de setores da economia.

O corte dos juros baseado em redução de despesa e uma agenda trabalhista - ambas as coisas beneficiam o aumento de investimento em infraestrutura. Isso vai fazer com que inúmeros setores brasileiros voltem a ser competitivos", disse.

Lula e Flávio Bolsonaro

Ao tratar da disputa eleitoral, Renan afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) são candidatos de centro. "Essa eleição, se você vai puxar quem são as pessoas que querem manter a polarização, não são direitistas radicais ou esquerdistas radicais, até porque o Lula e o Flávio são candidatos de centro", afirmou.

Renan também criticou Flávio Bolsonaro e disse que o senador apoiava o ex-presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, e o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, ambos alvos de investigações da Polícia Federal.

"O nosso querido Flávio Bolsonaro, que eu sei que alguns aqui vão votar nele, o Flávio Bolsonaro apoiava o Bacellar e o TH Joias, que são do Comando Vermelho. Não é opinião minha, é opinião da Polícia Federal", disse.

Renan também criticou a política de soberania do governo Lula. "A soberania que o governo fica brincando, é uma soberania retórica", disse.

"A soberania que a gente vai precisar exercer, ela vai ser muito dura, porque a gente está falando de interesses estratégicos de nações mais poderosas que a nossa, no momento em que nós não temos poder algum. Nós somos uma nação fraca, pobre, indefesa. De joelhos", afirmou.

(Por Mariana Ribas e Geovani Bucci)

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