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Hipertermia: o que fazer caso seu pet esteja superaquecido?

Foto: Envato Elements

Saber reconhecer os sinais e agir corretamente é decisivo para evitar complicações e salvar vidas - Foto: Envato Elements
Saber reconhecer os sinais e agir corretamente é decisivo para evitar complicações e salvar vidas

Por Joyce Canele

redacao@viva.com.br
05/01/2026 | 09h18

São Paulo, 05/01/2026 - Com a chegada do verão e a sequência de dias mais quentes em várias regiões do País, cresce o número de atendimentos veterinários por hipertermia em cães e gatos.

A condição, causada pela exposição ao calor excessivo, pode se instalar rapidamente dentro de casa, em passeios ou até em trajetos curtos de carro e representa um risco grave à saúde dos animais.

Segundo a veterinária Sibele Konno, diretora de Medicina Veterinária na PetCare, saber reconhecer os sinais e agir corretamente é decisivo para evitar complicações e salvar vidas.

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O que é a hipertermia?

A hipertermia, também chamada de intermação ou golpe de calor, ocorre quando a temperatura corporal do animal ultrapassa os níveis considerados seguros.

Diferentemente dos humanos, cães e gatos não conseguem regular o calor de forma eficiente. Eles não suam pelo corpo e dependem principalmente da respiração para dissipar o excesso de temperatura.

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Em ambientes quentes ou pouco ventilados, esse mecanismo pode falhar, situações comuns do dia a dia, como:

  • Permanecer alguns minutos dentro de um carro fechado;
  • Brincar sob sol forte; ou
  • Ficar em locais abafados.

Já são suficientes para desencadear o problema, em períodos de calor intenso, o risco aumenta de forma significativa.

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Raças braquicefálicas, como Pug, Bulldog, Shih Tzu e gatos Persas, estão entre as mais vulneráveis. O focinho curto e as vias respiratórias estreitas dificultam ainda mais a troca de calor, favorecendo o superaquecimento.

Por que a hipertermia é uma emergência veterinária?

Quando o corpo do animal atinge temperaturas muito altas, órgãos vitais começam a ser comprometidos. Coração, rins, fígado e sistema nervoso são os mais afetados.

Sem intervenção rápida, o quadro pode evoluir para falência respiratória, convulsões, choque térmico e óbito.

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Por esse motivo, a hipertermia não deve ser encarada como um mal-estar passageiro, trata-se de uma emergência que exige ação imediata do tutor e atendimento veterinário o quanto antes.

Os sinais de alerta

Os primeiros sintomas costumam aparecer de forma silenciosa, mas evoluem rapidamente. Em cães, a respiração ofegante intensa e persistente é o sinal mais comum, já em gatos, a respiração acelerada também pode ocorrer, mesmo sendo menos habitual.

Outros sinais incluem:

  • Salivação excessiva;
  • Fraqueza;
  • Desorientação;
  • Apatia; e
  • Dificuldade para se manter em pé.

Em casos mais avançados, podem surgir vômitos, diarreia, rigidez muscular, batimentos cardíacos acelerados, convulsões e perda de consciência.

Ao perceber qualquer um desses sintomas, o tempo de resposta é determinante.

O que fazer se o animal estiver superaquecido?

A primeira orientação é manter a calma e agir rápido, o objetivo inicial é reduzir a temperatura corporal de forma gradual e segura, sem provocar choque térmico.

Retire o animal do ambiente quente e leve-o para um local fresco e ventilado, de preferência com sombra ou ar-condicionado. Se ele estiver consciente, ofereça água em pequenas quantidades, sem forçar a ingestão.

Use toalhas limpas umedecidas com água em temperatura ambiente para refrescar regiões como barriga, axilas e virilha, áreas com menor concentração de pelos e maior troca de calor. Também é possível borrifar água pelo corpo ou dar um banho leve, sempre evitando água gelada.

Essas medidas são apenas os primeiros socorros, mesmo que o animal apresente melhora, é fundamental levá-lo imediatamente a um serviço veterinário.

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O acompanhamento profissional é indispensável para avaliar possíveis danos internos e evitar agravamentos.

Como prevenir episódios de hipertermia

A prevenção ainda é a forma mais eficaz de proteção, evitar passeios nos horários mais quentes do dia, garantir acesso constante à água fresca e nunca deixar o animal dentro de veículos fechados estão entre as principais recomendações.

Ambientes bem ventilados, uso de tapetes gelados e adaptação da rotina de exercícios ajudam a reduzir os riscos. Para animais mais sensíveis ao calor, como os braquicefálicos, os cuidados devem ser redobrados durante todo o verão.

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A hipertermia em pets é um risco real e muitas vezes subestimado, em períodos de altas temperaturas, pequenas decisões do dia a dia fazem diferença entre conforto e uma situação de emergência. 

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