Pessoas 60+ têm mais medo de perder autonomia do que morrer, diz pesquisa
Manuela França / VIVA
São Paulo - O idoso tem mais medo de depender de alguém do que de morrer, de acordo com a pesquisa Turismo 60+: O Brasil que Viaja Depois dos 60. Depois dos 60 anos, 66% das pessoas têm a perda de autonomia como maior medo, enquanto a morte é temida por apenas 9% dos entrevistados.
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Segundo o ator e educador físico Mateus Carrieri, um dos palestrantes dessa segunda-feira, 11, no Fórum de Turismo 60+, o exercício físico é uma forma de garantir autonomia na velhice para: tomar banho, ir ao banheiro, entrar e sair do carro ou subir alguns lances de escada sozinho. "Envelhecer sem precisar da ajuda de ninguém", comentou.
A possibilidade de morrer nessa idade é mais próxima, a gente faz as contas e tudo bem. Mas viver dependendo de algúem é assustador", disse Carrieri.
Para Seu Neyzinho, influenciador e especialista em gerontologia, a maioria dos idosos do País estão vivendo em algum nível de insegurança, seja ela alimentar, afetiva, financeira, ou outra.
Por isso, reconhece que o envelhecimento pode não ser bom para todo mundo, mas reforça que o exercício físico garante qualidade nessa fase da vida. “A gente quer viver mais mais e melhor”, disse.
Ele elencou os segredos do envelhecimento: atividade física, sono reparador, alimentação balanceada, gestão do estresse, conexões sociais e a não ingestão de substâncias tóxicas. “Nada é mais terapêutico e curativo do que ter conexões sociais saudáveis”, destacou Seu Neyzinho.
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Turismo como forma de autonomia após os 60 anos
Uma das dicas de Seu Neyzinho para viver bem a velhice é se dispor a aprender coisas novas, o que estimula a saúde cognitiva.
Segundo Carrieri, é natural deixar de fazer algumas coisas a partir de certa idade, mas começar a fazer coisas depois dos 60 anos é interessante e algo que o turismo pode proporcionar. Com a experiência, disse que prefere uma viagem mais calma, contemplativa e cheia de experiências, do que colecionar fotos.
De acordo com a pesquisa conduzida pelo data8, 45% dos idosos viajantes buscam por passeios culturais, por exemplo. “O novo maduro no turismo está buscando um pouco mais de qualidade e menos quantidade” de passeio no roteiro, destacou Carrieri.
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