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Dia Mundial da Yoga: A importância do autocuidado em tempos de estresse

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Yoga conquista cada vez mais adeptos como opção de promoção do bem-estar e da qualidade de vida - Adobe Stock
Yoga conquista cada vez mais adeptos como opção de promoção do bem-estar e da qualidade de vida
Por Alessandra Taraborelli

21/06/2026 | 10h23

São Paulo - Hoje é celebrado o Dia Mundial da Yoga e é uma oportunidade para refletir sobre a importância do cuidado integral com a saúde em uma rotina marcada pelo excesso de estímulos, pela sobrecarga mental e pela dificuldade de desacelerar.

O debate ganha ainda mais relevância diante do cenário atual, em que o Brasil já figurou entre os países com maior prevalência de transtornos de ansiedade no mundo, com cerca de 18,6 milhões de brasileiros que convivem com o problema.

Nesse contexto, a yoga tem conquistado cada vez mais adeptos não apenas como atividade física, mas como uma ferramenta complementar de promoção do bem-estar e da qualidade de vida.

A data foi estabelecida pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em dezembro de 2014, e foi proposta pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, com o objetivo de conscientizar a população mundial sobre os benefícios holísticos da prática.

Segundo a professora de yoga, meditação e mentora em Ayurveda, Fernanda Ester Machado, a prática favorece uma maior percepção do corpo e das emoções, além de contribuir para o gerenciamento do estresse. "Vivemos em um cenário de muitas demandas e pouca pausa. A yoga oferece um espaço de reconexão, ajudando as pessoas a desenvolver mais presença, foco e consciência sobre a forma como lidam com os desafios do cotidiano", explica.

Ao combinar posturas, técnicas de respiração e exercícios de atenção plena, a yoga estimula respostas fisiológicas associadas ao relaxamento e ao equilíbrio emocional.

De acordo com Fernanda, esses recursos podem trazer reflexos positivos para diferentes aspectos da vida.

A prática ensina habilidades que vão além do momento da aula. Quando aprendemos a respirar com mais consciência e a reconhecer os sinais do próprio corpo, passamos a responder melhor às situações de pressão e ansiedade."

Outro diferencial é a possibilidade de adaptação à rotina de cada pessoa. Não é necessário dedicar longos períodos do dia para começar. A professora explica que cinco ou dez minutos de prática consistente já podem fazer diferença. O mais importante é estabelecer esse compromisso consigo e compreender que o autocuidado também se constrói em pequenas escolhas diárias.

Fernanda destaca ainda que a yoga pode contribuir para a melhora da qualidade do sono e para a redução dos impactos do estresse acumulado, fatores diretamente relacionados ao bem-estar físico e emocional.

Existe a ideia de que a yoga está associada apenas ao relaxamento, mas ela é, acima de tudo, uma prática de autoconhecimento. Ao desenvolvermos mais consciência sobre nossos pensamentos, emoções e hábitos, criamos condições para viver com mais equilíbrio e qualidade de vida."

Cuidado com a alimentação

Muito além da flexibilidade e da respiração, a prática de yoga também exige atenção à alimentação. O que você come antes e depois da aula pode influenciar na energia e na concentração para realizar as posturas e até na recuperação muscular. Isso vale tanto para modalidades mais leves e meditativas quanto para versões mais intensas, como vinyasa, power yoga e hot yoga.

Segundo a nutricionista Fabiana Cremer García, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife, manter uma alimentação equilibrada e adequada ao tipo de prática ajuda o corpo a responder melhor aos exercícios e contribui para uma experiência mais confortável e prazerosa.

Não precisa ser uma dieta restritiva nem complexa. O mais importante é construir uma rotina equilibrada, respeitando os sinais do corpo e as necessidades individuais de cada prática.”

Confira as dicas:

Evite refeições pesadas antes da prática

Torções, inversões e movimentos que comprimem o abdômen podem causar desconforto quando a prática acontece logo após refeições volumosas ou com muita gordura. O ideal é priorizar alimentos leves e de fácil digestão cerca de uma hora antes da aula.

Pequenas porções de frutas, iogurte, vitaminas, torradas integrais ou de aveia costumam ser opções mais confortáveis para a digestão. “Ingerir um volume maior de alimento antes da prática pode prejudicar a mobilidade, a respiração e a sensação de bem-estar durante os exercícios”, explica a nutricionista.

Inclua carboidrato

Algumas modalidades da ioga exigem força, equilíbrio e bastante resistência muscular. Nesse contexto, os carboidratos têm papel importante ao fornecer energia para o corpo e para o cérebro, uma vez que ele se transforma em glicose, que é uma das principais fontes de energia utilizadas pelo sistema nervoso central, influenciando atenção e concentração.

Aposte em frutas, pão integral, aveia e mel para ajudar a sustentar a disposição durante a prática.

Proteína também faz diferença

Quem pratica yoga com frequência, especialmente modalidades mais intensas, também precisa olhar para a ingestão de proteínas. O nutriente participa da recuperação muscular e da manutenção da massa magra, além de apoiar a saúde muscular ao longo do envelhecimento.

O consumo pode incluir ovos, iogurtes e queijos magros, leguminosas, shakes proteicos e whey protein.

Hidratação é essencial

A perda de líquidos acontece mesmo em práticas consideradas leves, e pode ser ainda maior em ambientes aquecidos, como o da hot yoga. Quando a hidratação não é adequada, podem surgir sintomas como fadiga, tontura, dor de cabeça e queda de rendimento, e até mesmo impactar as funções cognitivas, o humor e o desempenho físico. “O ideal é manter o consumo de água ao longo do dia e reforçar a atenção antes e depois das aulas, considerando 35 ml por quilo de peso ao dia”, ensina a nutricionista.

Aposte em nutrientes que apoiam o relaxamento e a recuperação

Magnésio, ômega-3 e alimentos fontes de triptofano podem contribuir para a recuperação e o bem-estar geral de quem pratica yoga regularmente.

O magnésio participa da função muscular e neurológica, enquanto o ômega-3 está associado à modulação inflamatória. Já o triptofano é um aminoácido envolvido na produção de serotonina, neurotransmissor relacionado ao humor e à sensação de relaxamento.

Oleaginosas, sementes, peixes, cacau, banana e aveia são alguns exemplos de alimentos que podem fazer parte dessa estratégia alimentar.

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