82 toneladas de 'café fake' são apreendidas no País; veja como identificar
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São Paulo - Uma megaoperação nacional contra a venda de café falso e adulterado resultou na apreensão de mais de 82 toneladas de produtos e na interdição de 19 estabelecimentos, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), nesta sexta (29).
A força-tarefa, realizada entre 25 e 28 de maio, uniu a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) — vinculada ao MJSP—, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Procons e a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
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As ações de combate ao café falsificado ocorreram no Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. Ao todo, foram fiscalizados 84 locais, o que significa que quase 33% dos estabelecimentos inspecionados acabaram interditados.
Segundo o MJSP, o avanço do chamado “café fake” no mercado foi impulsionado pelas sucessivas altas no preço do grão. Embora o produto seja vendido como puro, as fiscalizações apontam graves desconformidades, como excesso de impurezas e a presença de matérias estranhas ou ingredientes não autorizados para aumentar o volume da embalagem, como milho e cevada.
A legislação brasileira tolera o limite máximo de apenas 1% para impurezas naturais da lavoura (como cascas e paus) e proíbe qualquer adulteração intencional. Por isso, essas fraudes não apenas enganam quem compra, mas podem trazer sérios riscos à saúde, já que o armazenamento inadequado pode gerar fungos e toxinas perigosas.
Veja como identificar café fake
- Desconfie de preços muito mais baratos do que a média do mercado;
- Verifique se a embalagem traz informações claras sobre fabricante, origem e composição;
- Ao ler o rótulo, fique atento a expressões como “bebida à base de café” ou “pó sabor café”; podem indicar produtos que não são compostos exclusivamente por café;
- Observe se a marca apresenta certificações de qualidade, como o selo da ABIC
Como denunciar
Ao identificar produtos com indícios de falsificação, o consumidor pode registrar reclamações na plataforma Consumidor.gov.br e também junto aos Procons estaduais e municipais.
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