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António Seguro, de centro-esquerda, vence eleição presidencial em Portugal

Reprodução/Instagram via @ajseguro

Seguro (foto) apresentou-se como moderado disposto a cooperar com o governo minoritário de centro-direita - Reprodução/Instagram via @ajseguro
Seguro (foto) apresentou-se como moderado disposto a cooperar com o governo minoritário de centro-direita
Por Broadcast

09/02/2026 | 08h58 ● Atualizado | 10h45

São Paulo, 09/02/2026 - António José Seguro, candidato de centro-esquerda, conquistou neste domingo, 9, com 96% das urnas apuradas, 66% dos votos e derrotou de forma expressiva o populista de extrema-direita André Ventura, que ficou com 34%, no segundo turno das eleições presidenciais portuguesas.

A vitória garante a Seguro, do Partido Socialista, um mandato de cinco anos no Palácio Rosa de Lisboa e freia, por ora, o avanço do Chega, legenda fundada por Ventura há menos de sete anos e que, em 18 de maio, tornou-se a segunda maior força do Parlamento.

Leia também: Portugal escolhe entre moderado e populista em 2º turno da eleição

Ao longo da campanha, Seguro apresentou-se como moderado disposto a cooperar com o governo minoritário de centro-direita, apartando-se das bandeiras anti-establishment e anti-imigração de seu adversário.

Recebeu, assim, o apoio de lideranças tradicionais de esquerda e de direita interessadas em conter a maré populista que vem se espalhando pela Europa.

Embora o cargo de presidente seja majoritariamente simbólico em Portugal, o chefe de Estado dispõe de instrumentos relevantes, como o veto a leis aprovadas pelo Parlamento, suscetível de reversão, e o poder de dissolver a Câmara e convocar eleições antecipadas, apelidado de "bomba atômica".

A estabilidade política é uma preocupação central: em maio, o país realizou sua terceira eleição geral em três anos, cenário que configurou o pior ciclo de instabilidade em décadas.

Seguro assumirá em março, sucedendo Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de centro-direita impedido de concorrer por ter completado o limite constitucional de dois mandatos.

Quem é António José Seguro?

António José Seguro ficou conhecido por ter sido secretário-geral do Partido Socialista (PS) entre os anos de 2011 e 2014. O período foi marcado pela crise econômica e pelo programa de resgate financeiro em Portugal.

Nascido em 1962 no município de Penamacor, que faz fronteira com a Espanha, Seguro é formado em relações internacionais e iniciou a carreira política ainda jovem. Antes de liderar o PS, foi deputado no Parlamento português e eurodeputado no Parlamento Europeu.

Como líder do PS, representou a ala mais moderada do partido e fez oposição ao governo de centro-direita durante os anos de austeridade. 

Chega

A simples presença no segundo turno já representou um marco para o Chega, que tenta "recalibrar" o tabuleiro político português.

Na reta final, Ventura atacou o que chama de "imigração excessiva", num momento em que trabalhadores estrangeiros se tornam mais visíveis no país.

Outdoors com frases como "Isto não é Bangladesh" e "Imigrantes não deveriam ter permissão para viver de auxílio social" pontuaram as estradas, reforçando o slogan "Portugal é nosso".

Após o resultado, Ventura prometeu seguir trabalhando por uma "transformação" nacional e disse ter mostrado "que existe um caminho diferente" e que o país "precisava de um tipo diferente de residente".

Lula parabeniza Seguro

Pelo X (antigo Twitter), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou António José Seguro pela "vitória expressiva nas urnas neste domingo".

Numa eleição que se desenvolveu de forma pacífica e representa a vitória da democracia num momento tão importante para a Europa e o mundo. E consolida a posição de Portugal de apoio ao acordo Mercosul-União Europeia", escreveu Lula em um post no X.

O presidente disse ainda que o Brasil seguirá trabalhando em parceria com o presidente eleito português e o primeiro-ministro Luís Montenegro "pelo fortalecimento das relações bilaterais históricas entre nossos países, em defesa do multilateralismo e do desenvolvimento sustentável". 

(Por Camila Vech e Sandra Manfrini)

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