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Atlas/Bloomberg: para 48%, homenagem a Lula no Carnaval foi dentro da lei

João Salles/Enquadrar/Estadão Conteúdo

O presidente Lula o prefeito do Rio, Eduardo Paes, no Carnaval do Rio - João Salles/Enquadrar/Estadão Conteúdo
O presidente Lula o prefeito do Rio, Eduardo Paes, no Carnaval do Rio
Por Estadão Conteúdo

26/02/2026 | 09h10

São Paulo, 26/02/2026 - Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 25, aponta que 47,9% dos entrevistados afirmaram que a homenagem da escola de samba Acadêmicos de Niterói, do Rio, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi dentro da legalidade e fez parte da liberdade de expressão.

Para 45,4%, o desfile foi propaganda política antecipada que consiste em crime eleitoral de deve ser punida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Já 6,8% afirmaram não saber. A escola acabou rebaixada.

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O levamento mostra também que, para 46,7%, Lula usou a presença no desfile para fazer propaganda eleitoral antecipada. Em contrapartida, 41,7% disseram que ele prestigiou um evento importante para a cultura e a economia do País. De acordo com a sondagem, 8% não tiveram opinião nem positiva, nem negativa acerca de Lula ter assistido ao desfile, e 3,6% não souberam responder.

Para 40,9%, o governo federal não teve participação na preparação dos elementos do desfile, como o samba-enredo, as alegorias e as fantasias. Já 32,8% disseram que o governo participou ativamente. Para 14,4%, talvez o governo tenha tido algum envolvimento na produção, e 11,9% não souberam responder.

Para 35,5%, Lula deveria ter recusado a homenagem, enquanto 30,9% concordaram com ele ter aceitado e participado do evento. Já para 29%, Lula deveria ter mantido distância do evento mas aceitado a homenagem, enquanto 4,6% afirmaram não saber.

'Famílias em conserva'

A Atlas/Bloomberg perguntou também sobre a chamada "família em conserva", ala que fez parte do desfile da Acadêmicos de Niterói. Conforme o levantamento, 41,8% disseram que foi uma crítica legítima a um falso conservadorismo, enquanto 32,9% consideraram uma zombaria ofensiva a valores tradicionais.

Para 10,2%, o que houve foi uma forma de intolerância religiosa, enquanto 9,1% consideraram apenas um elemento de humor no carnaval. Não souberam responder 6%.

Dos entrevistados, 56,2% afirmaram que não se sentiram ofendidos, enquanto 31,8% se disseram muito ofendidos. Já 7,4% afirmaram que se sentiram um pouco ofendidos, e 4,6% não souberam responder.

A pesquisa ouviu 4.986 pessoas entre a população adulta brasileira entre 19 e 24 de fevereiro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto porcentual e o nível de confiança, de 95%.

(Por Daniel Galvão)

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