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Consulado do Brasil em Lisboa recebe passaporte de Eliza Samudio; relembre

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O caso de Eliza começou em meados de 2008, quando Eliza conheceu Bruno Fernandes de Souza, conhecido como "goleiro Bruno" - Reprodução
O caso de Eliza começou em meados de 2008, quando Eliza conheceu Bruno Fernandes de Souza, conhecido como "goleiro Bruno"

Por Joana Gianfaldoni, com Estadão Conteúdo

redacao@viva.com.br
06/01/2026 | 14h12

São Paulo, 06/01/2026 - O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa recebeu um passaporte de Eliza Samudio, modelo assassinada aos 25 anos, em 2010. O órgão confirmou a descoberta e disse já ter comunicado oficialmente o Itamaraty para definir os procedimentos de destinação do documento.

Ainda não se sabe como o passaporte, encontrado na última sexta-feira, 2, chegou a Portugal.

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O documento encontrado foi expedido em 9 de maio de 2006 e expirou em 8 de maio de 2011. Ele é verdadeiro, único e não possui segunda via emitida. As páginas estão praticamente intactas, constando apenas um carimbo de entrada, em Portugal, em 5 de maio de 2007.

Relembre o caso

O caso de Eliza começou em meados de 2008, quando Eliza conheceu Bruno Fernandes de Souza, conhecido como "goleiro Bruno". Ele era jogador profissional de futebol e atuava como titular do Flamengo.

Eliza e Bruno mantinham um relacionamento extraconjugal, já que o goleiro era noivo na época. Eliza acabou engravidando do goleiro e tornou pública a gestação, buscando o reconhecimento da paternidade.

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Bruno se recusou a reconhecer a paternidade, pois não mantinha um relacionamento sério com ela, além de alegar não saber se ela tinha outros relacionamentos enquanto estava com ele, devido ao seu passado como garota de programa, a acusando de querer dar o "golpe da barriga".

Durante a gravidez, alguns registros de ocorrências foram feitos por Eliza contra o goleiro, incluindo agressões e tentativas de forçá-la a abortar, trazendo complicações na carreira de Bruno.

A mulher deu à luz um filho do jogador cerca de quatro meses antes do crime. De acordo com as investigações policiais, Eliza estava, antes de desaparecer, no sítio do jogador em Esmeraldas, interior de Minas Gerais, a pedido dele.

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Ela teria ido para o sítio em 4 de junho de 2010, pois ela ainda tinha confiança em uma reconciliação com o goleiro. Bruno diz que ela foi embora do sítio por vontade própria, e que abandonou a criança com um colega em comum deles. Porém, o bebê teria sido levado pela esposa do jogador, Dayanne Rodrigues, e foi encontrado no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves (MG). Posteriormente, o menino foi devolvido para a família e criado pela avó.

Corpo nunca encontrado 

Em junho 2010, a Polícia Civil de Minas Gerais declarou Bruno suspeito pelo desaparecimento de Eliza. Um dos jovens detidos afirmou que participou do sequestro de Eliza e deu coronhadas na vítima, sendo estrangulada por Marcos Aparecido dos Santos, um ex-policial, amigo do goleiro, conhecido como Bola.

Oito pessoas foram condenadas pela morte de Eliza, mas, até hoje o corpo da modelo não foi encontrado. A suspeita principal, baseada em relatos de testemunhas, é que o corpo tenha sido esquartejado e enterrado sob uma camada de concreto.

Bruno foi condenado por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver em 2013, recebendo uma pena de 22 anos e 3 meses de reclusão. O goleiro foi para o regime semiaberto em 2018 e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023.

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Em 2013, “Bola” foi julgado e condenado a 22 anos e três meses de cadeia. A acusação é pela morte e ocultação do cadáver de Eliza, e ainda pelo sequestro do filho de Bruno e Eliza. Em 2024, Bola voltou a ser preso pela morte de um motorista, ocorrido um ano antes do caso da Eliza.

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