CPI do INSS marca data de depoimento de Leila Pereira, presidente do Palmeiras
Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo, 04/03/2026 - A CPI do INSS marcou para a próxima segunda-feira o depoimento de Leila Pereira, presidente da Crefisa e do Palmeiras. Trata-se do dia seguinte à final do Paulistão. O time alviverde decide o Estadual contra o Novorizontino. O segundo jogo da decisão será em Novo Horizonte.
Os parlamentares aprovaram a convocação de Leila na semana passada. Procurada, a empresária não quis se pronunciar. No mesmo dia também será ouvido Marcelo Kalim, sócio-fundador e CEO do C6 Bank.
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O requerimento de convocação da presidente da Crefisa foi feito pelo relator da comissão, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), e pelo deputado Sidney Leite (PSD-AM), em sessão interrompida por briga.
A empresária foi convocada pelos parlamentares na condição de testemunha. No requerimento, Gaspar argumenta que a Crefisa "assumiu papel central ao se tornar a maior vencedora do pregão que definiu o pagamento de novos benefícios, concentrando boa parte de toda a operação".
Os parlamentares querem que Leila explique as irregularidades, detalhe as providências adotadas e seus prazos, e qual é a responsabilidade do banco "por ação ou omissão na manutenção de práticas que culminaram em medidas restritivas pelo INSS".
O contrato da Crefisa com o INSS está suspenso de forma cautelar desde agosto de 2025. Segundo o órgão, a decisão foi tomada após "reiteradas reclamações" registradas por beneficiários em diferentes canais. Também foram constatadas irregularidades no serviço, entre elas: dificuldade ou impedimento no recebimento do benefício, coação para a abertura de conta corrente, venda casada e falta de estrutura adequada nas agências.
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A Crefisa assumiu a maior parte da folha de pagamento de novos benefícios previdenciários após arrematar um pregão em outubro de 2024. Houve denúncias de "graves falhas operacionais, contratuais e sistêmicas" contra a empresa, o que levou o INSS a suspender cautelarmente parte dos contratos.
Os relatos dão conta de pressão sobre clientes para abrir contas correntes e contratação de produtos não solicitados, o que configuraria prática de venda casada.
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