CPMI do INSS aprova plano de trabalho e acordo para chamar autoridades desde 2015
Geraldo Magela/Agência Senado
Por Naomi Matsui, da Broadast
redacao@viva.com.brBrasília, 26/08/2025 - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou nesta terça-feira, 26, o plano de trabalho que guiará o colegiado. O documento define seis eixos de atuação: 1) mapeamento do esquema fraudulento e modus operandi; 2) identificação e responsabilização dos envolvidos; 3) impacto nas vítimas e no erário; 4) o caminho do dinheiro; 5) análise de falhas institucionais e dos mecanismos de controle; e 6) medidas preventivas e de aperfeiçoamento legislativo.
Segundo o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), o prazo para apresentação e votação do relatório é 28 de março de 2026 - a menos que haja prorrogação da CPMI.
Durante uma reunião à parte, os integrantes da comissão concordaram em convocar autoridades que ocuparam órgãos envolvidos desde 2015, o que compreende as gestões de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB), Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Na mira, estão ex-ministros da Previdência e ex-presidentes do INSS.
Articulação
O governo articula os substitutos a dois senadores governistas que deixarão a CPMI do INSS. A previsão é que Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) assuma no lugar de Renan Calheiros (MBD-AL). Já para a vaga deixada por Omar Aziz (PSD-AM), podem ser indicadas Augusta Brito (PT-CE) ou Zenaide Maia (PSD-RN).
As indicações ainda precisam ser confirmadas com as bancadas e devem ser oficializadas nos próximos dias. Com isso, o governo tenta manter a maioria da CPMI, considerada estratégica por potenciais desgastes à imagem do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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