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CPMI do INSS cancela novo depoimento de Leila Pereira, da Crefisa

Rovena Rosa/Agência Brasil

Depoimento visava esclarecer supostas irregularidades nos empréstimos consignados da Crefisa - Rovena Rosa/Agência Brasil
Depoimento visava esclarecer supostas irregularidades nos empréstimos consignados da Crefisa
Por Paula Bulka Durães

18/03/2026 | 11h33

São Paulo - A CPMI do INSS cancelou, pela segunda vez, o depoimento da presidente do Banco Crefisa e do Palmeiras, Leila Pereira. A sessão estava agendada para esta quarta-feira, 18.

A ausência ocorreu em razão de uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou facultativa a ida da empresária ao Congresso Nacional. O depoimento, aprovado pela Comissão, visava esclarecer operações irregulares de empréstimos consignados concedidos pela Crefisa.

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Em postagem na rede social X (antigo Twitter), o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou a liminar que veda a condução coercitiva. Segundo o parlamentar, a decisão é grave porque a empresária figura como testemunha, e não como alvo das apurações.

"Autorizar o não comparecimento, por meio de mandado de segurança, representa um precedente extremamente preocupante e fragiliza diretamente o poder investigatório do Congresso Nacional", declarou Viana.

Histórico de adiamentos

Leila Pereira foi convocada por meio de um dos 87 requerimentos aprovados pela CPMI no fim de fevereiro. O primeiro depoimento estava marcado para 9 de março, mas a empresária pediu adiamento devido a compromissos decorrentes da vitória do Palmeiras no Campeonato Paulista.

Posteriormente, a defesa informou à Comissão que ela não prestaria depoimento, com base no entendimento de que o requerimento estava incluído em um pacote de convocações suspenso pelo STF, em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino no início do mês. Ainda assim, a CPMI havia mantido a convocação desta semana.

Futuro da CPMI do INSS

Os trabalhos da Comissão têm encerramento previsto para 28 de março, mas a presidência busca a prorrogação do prazo. O pedido foi parar no STF após Carlos Viana alegar que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não respondeu à solicitação de extensão dos trabalhos.

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O caso terá como relator o ministro André Mendonça. "Vejo com muito bons olhos e com ânimo a definição do ministro André Mendonça como relator do mandado de segurança", concluiu o senador no X.

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