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De malas prontas: STF determina transferência de Vorcaro para a Papudinha

Reprodução/@danielvorcarobr/instagram.com

Mendonça exigiu que Papudinha mantenha o preso totalmente isolado - Reprodução/@danielvorcarobr/instagram.com
Mendonça exigiu que Papudinha mantenha o preso totalmente isolado
Por Marcel Naves

25/06/2026 | 18h51

São Paulo - O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência, no prazo de 24 horas, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a Papudinha, que integra o Complexo da Papuda. O dono do Banco Master, ele estava detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, desde março deste ano, enquanto tentava fechar um acordo de delação premiada.

A PF e a Procuradoria-Geral da República rejeitaram as propostas da defesa por considerarem que elas não traziam avanços às investigações. Diante disso, a Polícia Federal solicitou a mudança de local, argumentando que suas celas são destinadas apenas a detidos de passagem, o que não se aplica ao caso do ex-banqueiro, que cumpre prisão preventiva sem prazo determinado.

O ministro André Mendonça acatou o pedido e ressaltou que a transferência não tem relação com o fracasso das negociações da delação, mas exigiu que a direção da Papudinha adote medidas rigorosas para manter o preso totalmente isolado.

O objetivo principal é impedir qualquer comunicação de Vorcaro com outros alvos da Operação Compliance Zero, especialmente com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, que também está custodiado na mesma unidade prisional.

A segurança de Vorcaro

No despacho, o magistrado ordenou ainda que a administração do presídio informe o STF imediatamente sobre qualquer sinal de ameaça, coação ou tentativa de intimidação entre os presos, detalhando as providências administrativas tomadas para garantir a integridade física e moral dos envolvidos.

As investigações

Daniel Vorcaro é apontado pelas investigações da Polícia Federal como o suposto líder de um esquema criminoso complexo que envolve lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e até táticas de intimidação. De acordo com a PF, as fraudes tinham o objetivo de inflar artificialmente o valor do Banco Master para transmitir ao mercado uma falsa imagem de solidez e riqueza. A suspeita das autoridades é de que o grupo utilizava carteiras de crédito totalmente falsas, estimadas em R$ 12 bilhões, para registrar um patrimônio fictício na contabilidade da instituição financeira.

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