Desemprego fica em 5,3% e ocupação chega a 103,3 milhões, diz IBGE
Adobe Stock
Rio - A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, abaixo dos 5,4% registrados no trimestre móvel até junho e dos 5,6% observados em igual período de 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A população ocupada ficou em 103,335 milhões de pessoas no trimestre encerrado em julho de 2026, após a criação de 1,002 milhão de vagas em apenas um trimestre. Em um ano, esse contingente aumentou em 899 mil pessoas. O nível da ocupação, porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, passou de 58,4% no trimestre encerrado em abril para 58,9% no trimestre até julho. No trimestre terminado em julho de 2025, o nível da ocupação era de 58,8%.
Leia também
Já a população desocupada diminuiu em 503 mil pessoas em um trimestre, totalizando 5,819 milhões de desempregados no trimestre até julho. Em um ano, 299 mil pessoas deixaram o desemprego.
População inativa
A população inativa somou 109,154 milhões de pessoas no trimestre encerrado em julho, 499 mil inativos a mais que no trimestre anterior. Em um ano, houve aumento de 600 mil pessoas.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho diminuiu de 13,8% no trimestre até abril para 13,0% no trimestre até julho. O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, formada por pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar.
No trimestre até julho de 2025, a taxa de subutilização da força de trabalho estava em 14,1%. No trimestre terminado em julho deste ano, faltou trabalho para 14,866 milhões de pessoas no País. A população subutilizada caiu 5,2% ante o trimestre até abril, o equivalente a 819 mil pessoas a menos. Em relação ao trimestre até julho de 2025, houve recuo de 7,7%, ou 1,234 milhão de pessoas a menos.
Subocupação
A taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 4,1% no trimestre até julho, estável em relação ao trimestre até abril. Em todo o Brasil, havia 4,231 milhões de trabalhadores nessa condição, indicador que inclui pessoas ocupadas com jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior.
Na passagem do trimestre até abril para o trimestre até julho, houve recuo de 12 mil pessoas nessa condição. Em um ano, o País passou a ter 336 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas a menos.
Desalento
O Brasil registrou ainda 2,316 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em julho. O resultado representa 248 mil desalentados a menos em relação ao trimestre encerrado em abril, um recuo de 9,7%. Em um ano, 380 mil pessoas deixaram a situação de desalento, baixa de 14,1%.
A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por não conseguir trabalho, não ter experiência, ser muito jovem ou idosa ou não encontrar trabalho na localidade e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.
Informalidade
No mercado de trabalho, a taxa de informalidade ficou em 37,5% no trimestre até julho, com 38,775 milhões de trabalhadores atuando na informalidade. Em um trimestre, houve crescimento de 657 mil trabalhadores nessa situação.
O trimestre encerrado em julho mostrou abertura de 139 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em abril. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, foram criadas 314 mil vagas. O total de pessoas com carteira assinada no setor privado foi de 39,428 milhões de trabalhadores.
Os empregados sem carteira assinada no setor privado somaram 13,753 milhões de pessoas, 477 mil a mais do que no trimestre anterior. Em relação ao trimestre até julho de 2025, foram criadas 283 mil vagas sem carteira no setor privado.
O trabalho por conta própria ganhou a adesão de 74 mil pessoas em um trimestre, para um total de 26,099 milhões de trabalhadores. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o resultado representa 162 mil pessoas a mais nessa condição.
Mais empregadores
O número de empregadores aumentou em 175 mil em um trimestre, para 4,376 milhões de pessoas. Em relação a julho de 2025, o total cresceu 5,4%, o equivalente a 225 mil empregadores.
O País teve queda de 23 mil pessoas no trabalho doméstico em um trimestre, para um total de 5,409 milhões de pessoas. Ante o mesmo trimestre do ano anterior, houve redução de 236 mil trabalhadores.
O setor público teve 88 mil pessoas a mais no trimestre terminado em julho ante o trimestre encerrado em abril, para um total de 12,972 milhões de ocupados. Na comparação com o trimestre até julho de 2025, também foram abertas 88 mil vagas.
Renda média
A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.762,00 no trimestre encerrado em julho, alta de 3,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 383,5 bilhões no trimestre encerrado em julho, alta de 4,1% ante igual período do ano passado. Em valores, a massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 15,115 bilhões em um ano. Na comparação com o trimestre terminado em abril, a massa de renda real subiu 0,2%, com R$ 904 milhões a mais.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.