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EUA confirmam tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros

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Porto de Santos, por onde passam anualmente cerca de 30% das exportações brasileiras - Adobe Stock
Porto de Santos, por onde passam anualmente cerca de 30% das exportações brasileiras
Por Broadcast

16/07/2026 | 08h00

São Paulo - O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, em comunicado publicado no fim da noite da quarta-feira, 15.

A taxação é uma punição por práticas comerciais consideradas desleais pelo governo americano. A cobrança entrará em vigor na quarta-feira, 22.

O USTF afirmou, em documento sobre a conclusão das investigações, que a taxa é necessária para enfrentar o que considera como "práticas comerciais injustas", que estariam impedido trabalhadores e produtores dos Estados Unidos de acessar o mercado brasileiro.

"Negociações extensas com o Brasil ao longo do último ano não resolveram essas questões, mas continuamos abertos a prosseguir as negociações com o Brasil para promover mudanças há muito necessárias nos problemas identificados nesta investigação", disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

A publicação do USTR trouxe uma lista de itens isentos da tarifa de 25%, incluindo carne bovina, café, laranja, suco de laranja, partes para a fabricação de aviões, petróleo e celulose.

Outros produtos básicos brasileiros com peso relevante na inflação americana também foram deixados de fora da taxação, sob a justificativa de que "não são produzidos no país", o que fez com que a lista de exceções crescesse em comparação com a publicada de maneira preliminar em junho.

O USTR acusou o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico - como o Pix -, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal.

Negociações

Após o anúnciol, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governo brasileiro não negociaram "de boa-fé" e, por isso, houve a confirmação da tarifa de importação de 25% sobre produtos nacionais.

Em publicação no X no início da madrugada desta quinta-feira, 16, Rubio disse ainda que as políticas econômicas de Lula são ruins para os americanos e para os brasileiros.

"No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso", afirmou o secretário.

(Por Isabella Pugliese Vellani)

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