EUA emitem alerta global e pedem 'cautela redobrada' a americanos
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São Paulo, 18/07/2026 - O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou neste sábado, 18, um alerta de "cautela mundial" e recomendou que americanos, especialmente no Oriente Médio, adotem cuidados adicionais diante do aumento das tensões na região. O comunicado foi divulgado no perfil TravelGov, da área consular do Departamento de Estado, no X.
Segundo o texto, o ambiente de segurança permanece "complexo", com potencial para escalada "inesperada". A pasta orienta americanos no exterior a acompanhar o noticiário e a seguir as instruções de alertas de segurança emitidos pela embaixada ou consulado americano mais próximo.
O Departamento de Estado alerta também para possíveis interrupções em viagens, citando cancelamentos de voos e fechamentos periódicos do espaço aéreo. A nota acrescenta que instalações diplomáticas dos EUA, inclusive fora do Oriente Médio, já foram alvo de ataques e que grupos favoráveis ao Irã podem mirar outros interesses americanos no exterior ou locais associados aos EUA e/ou a cidadãos americanos ao redor do mundo.
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Suspensão do acordo de paz
O vice-ministro das Relações Exteriores e negociador do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou hoje à televisão estatal que Teerã suspendeu formalmente a execução de seus compromissos previstos no acordo interino firmado com o governo norte-americano. Gharibabadi afirmou que a decisão foi motivada pelo descumprimento dos termos do tratado por parte dos Estados Unidos, o que levou o Irã a interromper a implementação do pacto assinado há cerca de um mês.
Os confrontos operacionais mantêm o foco no controle do Estreito de Ormuz, via marítima por onde circulava um quinto do petróleo bruto mundial antes do início das hostilidades. De acordo com informações fornecidas por autoridades locais e pela estatal Kuwait Petroleum Corporation, os impactos de maior magnitude neste sábado foram registrados no Kuwait, onde mísseis iranianos atingiram uma usina de dessalinização de água e uma unidade de processamento de petróleo.
Escalada do conflito
O Irã lançou mais ataques contra os territórios da Jordânia, do Bahrein e do Kuwait neste sábado, após a sétima noite consecutiva de ataques dos EUA contra alvos militares iranianos, intensificando a guerra uma semana depois do colapso do cessar-fogo.
As forças armadas dos Estados Unidos informaram que dois militares morreram e um está desaparecido após ataques iranianos contra uma base na Jordânia. O comunicado oficial indica que as mortes ocorreram na sexta-feira, 17, durante ações de defesa das forças dos EUA e de países parceiros contra mísseis balísticos e drones iranianos.
De acordo com o documento, outros quatro integrantes das forças armadas foram transferidos para hospitais jordanianos para atendimento médico e já receberam alta. A identidade dos militares mortos não foi divulgada.
Desde o início dos combates, no final de fevereiro, 16 militares norte-americanos morreram e mais de 430 ficaram feridos.
"Interpretação arbitrária"
Mais cedo, o embaixador do Irã no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, afirmou em publicação no X que Trump "já destruiu duas conquistas importantes" da diplomacia contemporânea, apesar de "continuar falando sobre paz". Segundo ele, Trump teria rompido o acordo nuclear com o Irã (JCPOA, na sigla em inglês) "apenas 473 dias" após assumir o cargo pela primeira vez, em 2018.
Na mesma mensagem, Moghadam disse que, por "interpretação arbitrária" e "má vontade", Trump também teria "destruído" o memorando de entendimento (MOU) de Islamabad, firmado em junho, em menos de 20 dias após a assinatura.
Para o embaixador, o fato de os EUA não terem aguardado "nem 60 dias" para violar o documento indicaria falta de "determinação, vontade e intenção" para que qualquer acordo tenha sucesso. "O ponto é: não há intenção de paz ou do chamado acordo; a intenção básica é desestabilizar", escreveu o diplomata na rede social. O Paquistão atuou como mediador do MOU firmado por EUA e Irã.
(Por Luísa Laval e Associated Press)
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