Forças militares dos EUA confirmam novos bombardeios no Irã
Reprodução/whitehouse.gov/
São Paulo - O Comando Central (Centcom) dos EUA confirmou que iniciou a terceira noite consecutiva de ataques contra o Irã, sob a orientação do presidente americano Donald Trump.
"Esses ataques continuarão a impor um alto custo às forças iranianas e a reduzir sua capacidade de atacar civis inocentes e embarcações comerciais no Estreito de Ormuz", informou o Centcom no X.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha afirmado mais cedo, nesta segunda-feira, 13, que pretendia atacar o Irã “com muita força” ainda na noite de hoje e também amanhã, em meio à escalada de tensão entre Washington e Teerã. Em entrevista a uma rádio americana, Trump disse que a decisão de retomar ações ofensivas veio após frustrações com um memorando firmado com o Irã, descrito por ele como “um teste”. “E eles não o honraram”, disse ao jornalista Hugh Hewitt. Apesar disso, declarou depois em cerimônia na Casa Branca que acredita na possibilidade de um acordo.
Já o Irã informou que atacou embarcação hostil dos EUA com mísseis de cruzeiro, de acordo com a TV estatal, atribuindo a informação ao Exército iraniano.
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Trump também comentou a relação com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, dizendo manter boa interlocução, apesar de divergências pontuais. “Me dou muito bem com Netanyahu, apesar de termos algumas discordâncias e eu as comunico a ele”, afirmou. O republicano ainda mencionou avanços nas negociações envolvendo o Hamas, dizendo haver “muito progresso” e que o grupo estaria se desarmando.
Bloqueio naval
O Centro Conjunto de Informações Marítimas dos EUA (JMIC) formalizou um bloqueio naval a todos os portos e áreas costeiras do Irã, com início previsto para amanhã, 14, às 17h (horário de Brasília). Segundo o comunicado, a operação abrange toda a costa iraniana, incluindo portos e terminais de petróleo, com impacto sobre o Golfo de Omã, o Mar Arábico e o Estreito de Ormuz.
A passagem de embarcações neutras pelo Estreito de Ormuz seguirá permitida quando o destino não for o Irã, mas esses navios poderão ser abordados e inspecionados. O JMIC determinou ainda que embarcações neutras deixem a área até o início da operação.
Após o começo do bloqueio, navios suspeitos de entrar ou sair da zona sem autorização poderão ser interceptados, desviados e apreendidos, com possibilidade de uso da força em caso de descumprimento. Remessas humanitárias, como alimentos e medicamentos, continuarão autorizadas mediante inspeção prévia.
Condenação conjunta
Reino Unido, Alemanha e França divulgaram uma declaração conjunta condenando o que chamaram de ataques imprudentes do Irã contra a navegação comercial no Estreito de Ormuz e contra países da região, incluindo Catar, Kuwait, Bahrein, Omã e Jordânia. Os países cobraram respeito à soberania sobre mares territoriais e à liberdade de navegação, apontando esses princípios como bases do direito internacional.
“Reafirmamos nosso apoio contínuo à retomada rápida e plena da navegação internacional pelo Estreito de Ormuz e expressamos total solidariedade aos nossos parceiros do Golfo e da região”, afirmaram, em texto divulgado pelo governo britânico. O grupo também pediu a retomada do cessar-fogo e das negociações.
(Por Darlan de Azevedo, Thais Porsch e Patricia Lara)
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