Quando acaba a greve dos Correios em SP? Veja a decisão dos trabalhadores
TST analisa o dissídio coletivo nesta quinta-feira, enquanto sindicato prevê nova assembleia para definir os próximos passos da categoria
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Trabalhadores dos Correios em São Paulo decidiram manter a greve até o dia 24, aguardando o julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), o que pode impactar as negociações de acordo coletivo.
O TST analisará se a greve é abusiva, com implicações que podem resultar em multas para as entidades representativas e perda de direitos para os trabalhadores, como o pagamento dos dias parados.
Após a decisão do TST, o SINTECT-SP realizará uma nova assembleia para discutir os próximos passos, enquanto as negociações sobre o plano de saúde e benefícios continuam em conflito.
São Paulo - Trabalhadores dos Correios em São Paulo aprovaram nesta segunda-feira, 21, a continuidade da greve até quinta-feira, 24, quando o Tribunal Superior do Trabalho (TST) retomará o julgamento do dissídio coletivo de greve.
A decisão foi tomada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e zona postal de Sorocaba (SINTECT-SP).
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Após a decisão do Tribunal, o SINTECT-SP realizará uma nova assembleia às 19h da quinta-feira, na Quadra da Unidos do Peruche, em São Paulo. O encontro terá como objetivo apresentar o resultado do julgamento e discutir os próximos encaminhamentos da categoria.
Julgamento do TST
A decisão foi tomada pelo ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, presidente da Corte, após os Correios apresentarem novos documentos que pedem que a greve seja considerada abusiva.
O ministro afirmou que não seria correto decidir com base em documentos que ainda não foram analisados pela outra parte, por respeito ao devido processo legal.
Se o pedido de abusividade for aceito, as entidades representativas podem ser multadas em R$ 200 mil. Além disso, os trabalhadores podem perder direitos, como o pagamento dos dias parados.
Antes da suspensão, a relatora e ministra Maria de Nazaré Medeiros Rocha confirmou a data-base da categoria, considerou a greve não abusiva e autorizou a compensação dos dias parados. Ela também determinou retorno ao trabalho nesta terça-feira, 22, caso houvesse acordo entre as partes.
No entanto, a ministra Maria Cristina Peduzzi divergiu, afirmando que a categoria descumpriu a liminar que exigia 80% do efetivo e citando bloqueios de acesso a agências.
O TST ainda vai analisar se a greve é legal e também as reivindicações dos trabalhadores. Um dos principais pontos de conflito é o plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes.
A paralisação ocorre durante as negociações do acordo coletivo. Após uma decisão judicial, os Correios propuseram mudanças em cláusulas e benefícios. A federação dos trabalhadores afirma que a proposta previa a retirada de grande parte das cláusulas, além de cortes e alterações nos benefícios.
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