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Groenlândia: parlamento rejeita pressão de Trump e se reunirá em breve

@TheWhiteHouse/Fotos Públicas

O documento declara que "a Groenlândia pertence ao povo groenlandês" e rechaça qualquer tentativa de aquisição - @TheWhiteHouse/Fotos Públicas
O documento declara que "a Groenlândia pertence ao povo groenlandês" e rechaça qualquer tentativa de aquisição
Por Broadcast

10/01/2026 | 09h51

São Paulo, 10/01/2026 - Em uma resposta unificada às recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os líderes dos cinco partidos políticos representados no parlamento da Groenlândia emitiram um comunicado conjunto ontem reafirmando a soberania da ilha.

O documento declara que "a Groenlândia pertence ao povo groenlandês" e rechaça qualquer tentativa de aquisição ou interferência externa, enfatizando que o futuro do território será decidido exclusivamente pelos seus cidadãos, com base no Direito Internacional e na Lei de Autogoverno.

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A manifestação ocorre em resposta à escalada retórica de Washington. Também ontem, durante um encontro com representantes do setor petrolífero na Casa Branca, Trump declarou que pretende fazer um acordo sobre a Groenlândia "seja do jeito fácil ou do jeito difícil", argumentando que os EUA poderiam defender melhor o território se o possuíssem.

Em entrevista ao The New York Times, o presidente norte-americano reforçou que assumir o controle da ilha é "psicologicamente importante" para ele e, embora tenha dito acreditar que a força militar não será necessária, recusou-se a descartar a opção ao ser questionado.

Diante desse cenário, os líderes partidários groenlandeses - representando o Demokraatit, Naleraq, Inuit Ataqatigiit, Siumut e Atassut - solicitaram a antecipação da reunião do Inatsisartut (o Parlamento da Groenlândia), originalmente prevista para fevereiro, a fim de garantir um debate político "justo e abrangente" em um momento considerado "atípico e grave".

"Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses", afirma o comunicado, que pede o fim do "desprezo" demonstrado pelos EUA.

Os signatários reiteraram o compromisso de cooperação com os Estados Unidos e o Ocidente, mas sublinharam que tal relação deve basear-se no respeito mútuo e na diplomacia, rejeitando pressões por decisões rápidas. "Nenhum outro país pode interferir nisso. Devemos decidir o futuro do nosso país por nós mesmos", concluíram os líderes.

(Por Guilherme Nannini)

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