Guterres, da ONU, se diz 'alarmado' com ação dos EUA na Venezuela
Reprodução Instagram
Por Sergio Caldas e Equipe da Broadcast
redacao@viva.com.brSão Paulo, 03/01/2026 - O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, disse estar "profundamente alarmado" com a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou com a detenção do líder venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo Guterres, a escalada da tensão na Venezuela traz "potenciais implicações preocupantes para a região".
Independentemente da situação na Venezuela, tais acontecimentos constituem um precedente perigoso, afirmou Guterres em comunicado.
Guterres também enfatizou a importância de que todos os países cumpram plenamente o direito internacional, incluindo a Carta da ONU, e manifestou preocupação pelo fato de essas normas não terem sido respeitadas.
Apelo a todos os atores na Venezuela a engajarem-se em um diálogo inclusivo, pautado pelo pleno respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito, acrescentou.
Maduro a caminho de Nova York
Trump, disse que o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, capturados em um operação militar americana durante a madrugada, estão a caminho de Nova York.
Uma decisão será tomada em breve entre Nova York e Miami, disse Trump dante coletiva de imprensa nesta tarde.
Trump acrescentou que ambos vão enfrentar a justiça americana. "Maduro e Flores foram incriminados no distrito de Nova York por sua campanha de narcoterrorismo letal contra os EUA e seus cidadãos".
Vamos permanecer na Venezuela
O presidente norte-americano declarou ainda que as forças de segurança dos EUA vão permanecer na Venezuela "até transição segura, adequada e criteriosa" após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Não queremos situação semelhante à que tivemos nos últimos 30 anos. Então vamos permanecer no país até transição adequada que deve ser legal, porque é disso que se trata, trazer paz ao povo da Venezuela, afirmou.
Trump disse que a operação serve de alerta para qualquer um que ameace a soberania dos Estados Unidos e que a intervenção reafirma o poder americano. "Reafirmamos poder americano no hemisfério ocidental. Ele jamais será questionado novamente".
Segundo ele, o país conduziu uma operação militar extraordinária na Venezuela, que culminou com a captura de Maduro.
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