Veja repercussão internacional sobre ataque dos EUA contra a Venezuela
Divulgação/Governo do México
Por Fabiana Holtz e Equipe Broadcast
redacao@viva.com.brSão Paulo, 03/01/2026 - Diversos líderes mundiais já se pronunciaram sobre a sequência de bombardeios dos Estados Unidos contra a Venezuela e o anúncio da captura do presidente Nicolás Maduro nesta madrugada. No México, a presidente Claudia Sheinbaum, condenou o que chamou de "intervenção militar" e defendeu o respeito aos princípios do direito internacional, citando a carta das Nações Unidas.
A dirigente republicou no X um trecho da Carta das Nações Unidas que diz textualmente que "os membros da Organização, nas suas relações internacionais, se abstêm de recorrer à ameaça ou ao uso da força contra a integridade territorial ou à política de independência de qualquer Estado, ou em qualquer outra forma incompatível com os propósitos das Nações Unidas.”
Chile condena ataque
O presidente do Chile, Gabriel Boric, condenou pela rede social X o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e pediu uma saída pacífica para o conflito.
Como Governo do Chile, expressamos nossa preocupação e condenação pelas ações militares dos Estados Unidos que estão ocorrendo na Venezuela e fazemos um apelo para buscar uma saída pacífica para a grave crise que afeta o país, diz na publicação.
O presidente reafirmou a adesão do Chile a princípios básicos do Direito Internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção, a solução pacífica das controvérsias internacionais e a integridade territorial dos Estados.
Ele defendeu que a crise entre os países deve ser resolvida com diálogo e apoio do multilateralismo, “e não através da violência ou da interferência estrangeira”.
Guiana mobiliza forças e monitora situação
O governo da Guiana informou que monitora a situação na Venezuela desde a manhã, enquanto mobilizou suas forças de segurança.
Estamos monitorando a situação na Venezuela desde a manhã. A prioridade é a segurança do nosso país. O Conselho de Defesa, a liderança das Forças de Defesa da Guiana e nossas forças de segurança estão totalmente mobilizadas, de acordo com nossos planos, disse o presidente do país, Mohamed Irfaan Ali, em sua conta no X.
"Conversamos com o Secretário-Geral da CARICOM e, conforme novas informações forem disponibilizadas, atualizaremos a população", afirmou.
A Caricom é um bloco de cooperação econômica e política formado por 15 países-membros e 6 membros associados na região do Caribe, criado em 1973 para promover a integração, desenvolvimento econômico e social.
Equador diz que chegou a hora dos 'narco chavistas'
O presidente do Equador, Daniel Noboa, disse que chegou a hora para todos os criminosos "narco chavistas".
Sua estrutura terminará de cair em todo o continente, disse Noboa em uma postagem no X.
"@MariaCorinaYA, @EdmundoGU e povo venezuelano: é o momento de recuperar seu país. Têm um aliado no Equador", escreveu, referindo-se à líder da oposição venezuelana María Corina Machado e a Edmundo González Urrutia, que alega ser o presidente eleito da Venezuela.
Comissão Europeia apoia transição pacífica
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que acompanha de perto a situação na Venezuela.
Estamos ao lado do povo venezuelano e apoiamos uma transição pacífica e democrática. Qualquer solução deve respeitar o direito internacional e a Carta da ONU, disse a dirigente em registro no X.
Também em registro no X, o presidente do Conselho Europeu, Antônio Costa, defendeu que ocorra uma desescalada das tensões e uma resolução para a situação na Venezuela com base no marco do Direito Internacional e dos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.
Reino Unido diz não estar envolvido em ataque
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou a emissoras locais que o Reino Unido não esteve envolvido “de forma alguma” no ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado, 3, em uma operação militar que capturou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores.
Starmer declarou que ainda não havia conversado com Donald Trump sobre a operação militar e que pretendia falar antes com o presidente americano, quando foi questionado se condenaria o ataque.
Quero primeiro apurar os fatos. Como já disse, posso afirmar com absoluta certeza que não estivemos envolvidos nisso, disse ele.
Ele acrescentou que o Reino Unido deve “respeitar o direito internacional” e que está trabalhando com a embaixada na Venezuela para garantir a integridade dos cerca de 500 cidadãos britânicos que vivem no país latino.
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