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Inflação: IPCA-15 foi de 0,84% em fevereiro, segundo o IBGE

Foto: Envato Elements

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% - Foto: Envato Elements
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,04%
Por Pedro Marques

27/02/2026 | 09h58

São Paulo, 27/02/2026 - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,84% em fevereiro, 0,64 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de janeiro (0,20%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% e, nos últimos 12 meses, de 4,10%. O resultado está abaixo dos 4,50% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2025, a taxa foi de 1,23%.

A alta foi puxada pelo grupo Transportes, com avanço de 1,72% no período e o maior impacto no índice (0,35 p.p.). O grupo Educação apresentou a maior variação (5,20%), mas o impacto foi ligeiramente menor (0,32 p.p.). Os demais grupos oscilaram entre o -0,42% de Vestuário e o 0,67% de Saúde e cuidados pessoais. 

O IBGE pesquisa variações de preços em nove grupos de produtos e serviços.

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Em Educação (5,20%), a maior contribuição (0,28 p.p.) veio dos cursos regulares (6,18%), por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores variações foram registradas no ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%).

No grupo dos Transportes (1,72% e 0,35 p.p.), a maior variação foi nas passagens aéreas, que aumentaram 11,64%. Os combustíveis subiram 1,38%, com acréscimos nos preços do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%), enquanto o gás veicular teve resultado negativo de 1,06%.

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O subitem ônibus urbano apresentou variação de 7,52%, em razão da apropriação dos seguintes reajustes nas tarifa: 

  • 8,70% em Belo Horizonte (14,68%), a partir de 1º de janeiro contemplando, também, as gratuidades aos domingos e feriados.
  • 6% em São Paulo (13,97%), a partir de 06 de janeiro, considerando as gratuidades aos domingos e feriados.
  • 20% em Fortaleza (11,14%), a partir de 1º de janeiro.
  • 5,36% em Salvador (4,37%), a partir de 05 de janeiro.
  • 6,38% no Rio de Janeiro (4,17%), a partir de 04 de janeiro.
  • 4,46% em Recife (1,86%), a partir de 1° de fevereiro.

Outros grupos

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,67% e 0,09 p.p.), os destaques foram os artigos de higiene pessoal e o plano de saúde, que subiram 0,91% e 0,49%, respectivamente.

No grupo Alimentação e Bebidas (0,20% e 0,04 p.p.), a alimentação no domicílio aumentou 0,09% em fevereiro, abaixo do resultado de janeiro (0,21%). As principais variações positivas foram registradas no tomate (10,09%) e nas carnes (0,76%) e, no lado das quedas, destacaram-se o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%).

A alimentação fora do domicílio registrou variação de 0,46% em fevereiro, com as altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%).

O grupo Habitação aumentou 0,06% em fevereiro, após recuar 0,26% em janeiro, com destaque para os resultados da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%).

Por outro lado, a energia elétrica residencial foi o subitem com o maior impacto negativo no índice (0,06 p.p.), ao recuar 1,37% em fevereiro. No mês, a bandeira tarifária vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores.

A taxa de água e esgoto (1,97%) reflete os seguintes reajustes: 6,48% em São Paulo (3,63%) e 4,69% em uma das concessionárias de Porto Alegre (1,31%), ambos a partir de 1º de janeiro; 6,56% em Belo Horizonte (7,41%), desde 22 de janeiro; e 2,64% em Curitiba (0,16%), desde 15 de dezembro.

No subitem gás encanado (-0,71%), a variação de -1,64% no Rio de Janeiro foi resultado das reduções de tarifas em 1º de janeiro (-0,08%) e 1º de fevereiro (-4,44%); e, em Curitiba (-1,66%), houve redução de 4,01% nas tarifas, a partir de 1° de fevereiro.

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