Irã acusa EUA de violar cessar-fogo com bloqueio a portos e à costa do país
Reprodução/Youtube
São Paulo - O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou neste domingo que o bloqueio dos Estados Unidos aos portos e à costa do Irã é ilegal e uma violação ao cessar-fogo. A fala foi feita por postagem na rede social X no exato momento em que o presidente Donald Trump também acusava o Irã de violar o cessar-fogo.
“O chamado "bloqueio" dos Estados Unidos aos portos ou à costa do Irã não é apenas uma violação do cessar-fogo mediado pelo Paquistão, mas também ilegal e criminoso”, disse Baghaei.
Ele afirmou ainda que o bloqueio aos portos iranianos viola a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) e constitui um ato de agressão conforme resolução da Assembleia Geral da ONU.
Além disso, ao infligir deliberadamente punição coletiva à população iraniana, equivale a um crime de guerra e crime contra a humanidade”, disse em post no X.
No mesmo momento, Trump afirmava que os disparos do Irã no Estreito de Ormuz ontem foram uma “violação total ao acordo de cessar-fogo” e que se o Irã não aceitar o acordo oferecido, os EUA “vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã”.
“Chega de ser bonzinho”, disse em sua rede social, ao afirmar que é hora de acabar com a máquina de matar do Irã.
Trump afirmou, ainda, que seus representantes irão ao Paquistão para negociações na noite desta segunda-feira.
Ele disse também que o fechamento do Estreito pelo Irã é algo que só prejudica eles, que perdem U$ 500 milhões por dia e que os EUA não perdem nada.
Leia também: Em português, Papa Leão XIV celebra trégua no Líbano e condena ataques a civis
Israel e Líbano
Ao mesmo tempo, as Forças de Defesa de Israel (IDF) revelaram, em comunicado via Telegram, a existência de uma "Linha de Defesa Avançada" no sul do Líbano, onde cinco divisões do exército e unidades da marinha operam simultaneamente apesar do acordo de cessar-fogo em vigor.
Segundo o comando militar israelense, a manutenção das tropas ao sul dessa linha visa o desmantelamento de infraestruturas do grupo Hezbollah para neutralizar ameaças diretas às comunidades do norte de Israel.
A divulgação oficial detalha a área de operação das forças terrestres e navais, reforçando a posição de Tel-Aviv de que a suspensão das hostilidades não impede ações preventivas contra alvos estratégicos do grupo libanês.
A movimentação ocorre em um momento sensível das negociações regionais e sinaliza que a desmilitarização da faixa fronteiriça segue como prioridade operacional de Israel.
(Por Mariana Ribas e Julia Maciel)
Leia também: Irã afirma que voltou a fechar navegação no Estreito de Ormuz
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
