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Irã acusa EUA de violar cessar-fogo com bloqueio a portos e à costa do país

Reprodução/Youtube

Segundo porta-voz Esmaeil Baghaei, ação é ilegal e criminosa - Reprodução/Youtube
Segundo porta-voz Esmaeil Baghaei, ação é ilegal e criminosa
Por Broadcast

19/04/2026 | 14h08

São Paulo - O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou neste domingo que o bloqueio dos Estados Unidos aos portos e à costa do Irã é ilegal e uma violação ao cessar-fogo. A fala foi feita por postagem na rede social X no exato momento em que o presidente Donald Trump também acusava o Irã de violar o cessar-fogo.

“O chamado "bloqueio" dos Estados Unidos aos portos ou à costa do Irã não é apenas uma violação do cessar-fogo mediado pelo Paquistão, mas também ilegal e criminoso”, disse Baghaei.

Ele afirmou ainda que o bloqueio aos portos iranianos viola a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) e constitui um ato de agressão conforme resolução da Assembleia Geral da ONU.

Além disso, ao infligir deliberadamente punição coletiva à população iraniana, equivale a um crime de guerra e crime contra a humanidade”, disse em post no X.

No mesmo momento, Trump afirmava que os disparos do Irã no Estreito de Ormuz ontem foram uma “violação total ao acordo de cessar-fogo” e que se o Irã não aceitar o acordo oferecido, os EUA “vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã”.

“Chega de ser bonzinho”, disse em sua rede social, ao afirmar que é hora de acabar com a máquina de matar do Irã.

Trump afirmou, ainda, que seus representantes irão ao Paquistão para negociações na noite desta segunda-feira.

Ele disse também que o fechamento do Estreito pelo Irã é algo que só prejudica eles, que perdem U$ 500 milhões por dia e que os EUA não perdem nada.

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Israel e Líbano

Ao mesmo tempo, as Forças de Defesa de Israel (IDF) revelaram, em comunicado via Telegram, a existência de uma "Linha de Defesa Avançada" no sul do Líbano, onde cinco divisões do exército e unidades da marinha operam simultaneamente apesar do acordo de cessar-fogo em vigor.

Segundo o comando militar israelense, a manutenção das tropas ao sul dessa linha visa o desmantelamento de infraestruturas do grupo Hezbollah para neutralizar ameaças diretas às comunidades do norte de Israel.

A divulgação oficial detalha a área de operação das forças terrestres e navais, reforçando a posição de Tel-Aviv de que a suspensão das hostilidades não impede ações preventivas contra alvos estratégicos do grupo libanês.

A movimentação ocorre em um momento sensível das negociações regionais e sinaliza que a desmilitarização da faixa fronteiriça segue como prioridade operacional de Israel.

(Por Mariana Ribas e Julia Maciel)

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