Israel volta a atacar o Irã e o Líbano, enquanto Trump rechaça acordo
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São Paulo, 06/03/2026 - Intensos ataques aéreos lançados por Israel atingiram as capitais do Irã e do Líbano nesta sexta-feira. As forças israelenses confirmaram o início de uma "uma onda de ataques em larga escala" contra Teerã. Em Beirute, os alvos foram redutos do Hezbollah.
Na noite da quinta-feira, 5, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Peter Hegseth, disse que os "bombardeios contra o Irã estão prestes a aumentar dramaticamente".
Nesta manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Washington não fará acordo com o Irã e apenas aceitará a "rendição incondicional" de Teerã na guerra em curso.
Em postagem na rede social Truth Social, Trump afirmou também que os EUA vão trabalhar "incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição" depois que Teerã escolher um "grande e aceitável" líder, tornando o país "economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca".
O Irã terá um grande futuro. "Faça o Irã grande novamente", concluiu Trump, utilizando a sigla "MIGA", de "Make Iran Great Again".
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta sexta-feira que "alguns países" iniciaram esforços de mediação para o conflito no Oriente Médio. Em mensagem enviada via Telegram, ele não especificou as nações envolvidas.
"Sejamos claros: estamos comprometidos com a paz duradoura na região, mas não hesitaremos em defender a dignidade e a soberania de nossa nação", escreveu.
Sem mencionar explicitamente os EUA ou Israel, Pezeshkian defendeu que a mediação deve abordar "aqueles que subestimaram" o povo iraniano e "deflagraram" a guerra.
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E qual o impacto desse conflito para o Brasil?
A instabilidade internacional acontece exatamente no momento em que no Brasil o Banco Central (BC) vinha sinalizando o início do ciclo de corte de juros. Atualmente, a Selic está em 15%, maior patamar em 20 anos.
É só seguir o fio: uma disparada nos preços internacionais do petróleo, como tem se observado desde o início do conflito, tem um reflexo em toda a cadeia de preços por toda a economia - impulsionando a inflação. Para tentar conter essa pressão nos preços os bancos centrais tem como principal ferramenta o juro alto.
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Analistas ouvidos pela Broadcast temem que o aumento dos preços do petróleo no cenário internacional pese na inflação dos EUA e do mundo, reduza o ritmo de crescimento e adie os cortes das taxas de juro por parte de alguns bancos centrais, inclusive do Brasil.
Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne entre os próximos dias 17 e 18 de março para definir os rumos da taxa básica de juros.
(Por Isabella Pugliese Vellani, Sérgio Caldas e Pedro Lima, com Associated Press)
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