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Médico brasileiro perseguido na pandemia será diretor de programa da OMS

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Infectologista Marcus Lacerda será diretor do Programa para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais - Adobe Stock
Infectologista Marcus Lacerda será diretor do Programa para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais
Por Estadão Conteúdo

27/01/2026 | 19h35

São Paulo, 27/01/2026 - O médico infectologista e especialista em saúde pública, o brasileiro Marcus Vinícius Guimarães Lacerda foi nomeado diretor do Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Durante a pandemia de covid-19, o pesquisador foi alvo de postagens falsas em redes sociais que o acusavam de ter provocado mortes intencionais de pacientes ao administrar altas doses de cloroquina.

As publicações também associavam seu nome a organizações de esquerda, numa tentativa de descredibilizar estudos que apontavam a ineficácia do medicamento no tratamento da doença. Posteriormente, a cloroquina foi comprovada como ineficaz contra o coronavírus.

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A nomeação foi feita pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e Lacerda assume o cargo no início de março. Ele será o segundo brasileiro a coordenar o programa de pesquisa - o primeiro foi o médico e biofísico Carlos Morel, ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Criado em 1975, o programa da OMS é uma colaboração científica global que reúne parceiros como Unicef, Banco Mundial e Fiocruz. Seu foco é o financiamento e apoio à pesquisa para o enfrentamento de doenças infecciosas que afetam principalmente populações mais vulneráveis, como doença de Chagas, dengue, leishmaniose, oncocercose e doença do sono.

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Quem é Marcus Lacerda?

Atualmente, Lacerda coordena o Laboratório do Instituto de Pesquisas Clínicas Carlos Borborema (IPCCB), vinculado à Fiocruz Amazônia, em Manaus. Ele é professor da Universidade do Estado do Amazonas e da University of Texas Medical Branch (UTMB), nos Estados Unidos.

O médico também é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) e se consolidou como referência internacional em pesquisas sobre malária, especialmente no manejo e eliminação do Plasmodium vivax.

Natural de Taguatinga (DF), o pesquisador é graduado em medicina pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em infectologia pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), no Amazonas.

Entre os temas que integram seu escopo de pesquisa estão, além da malária, HIV, histoplasmose, arboviroses e covid-19.

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