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Meio/Ideia: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico no 2º turno

Flickr/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Flávio Bolsonaro tem 45,8% das intenções de voto; Lila tem 45,5% - Flickr/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Flávio Bolsonaro tem 45,8% das intenções de voto; Lila tem 45,5%
Por Broadcast

08/04/2026 | 10h51

São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão em empate técnico em um eventual segundo turno da disputa ao Palácio do Planalto, nas eleições de outubro, segundo pesquisa Meio/Ideia publicada nesta quarta-feira. O senador tem 45,8% e o petista 45,5% das intenções de voto.

Nas projeções de primeiro turno, Lula tem 40,4% e Flávio Bolsonaro 37%, também em empate técnico, levando em conta a margem de erro da mostra, que é de 2,5 pontos percentuais.

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O levantamento aponta também para uma disputa estabilizada neste momento. Na rodada anterior, em março, Lula tinha 40,3% e Flávio, 35%, no primeiro turno - ambos oscilaram dentro da margem.

No segundo pelotão, três nomes estão empatados tecnicamente. Ronaldo Caiado (PSD) tem 6,5% e Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) registraram 3% das intenções de voto cada. Indecisos são 8,5% e brancos e nulos, 1%. Aldo Rebelo (DC) tem 0,6%.

A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 3 e 7 de abril. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00605/2026-BRASIL.

Empate técnico com Flávio à parte, Lula ganha de todos os outros demais candidatos no segundo turno. Ele tem seis pontos percentuais de vantagem contra Caiado (45% a 39%) e contra Zema (44,7% a 38,7%).

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A margem sobe para 18,6 pontos contra Renan Santos, a quem Lula venceria por 45% a 26,4%.

Decisão de voto

A Meio/Ideia detectou que os eleitores se tornaram mais indecisos na hora de definir em quem votar. Em janeiro, primeira rodada do levantamento, 64,5% diziam que estavam decididos e 35,5% respondiam que ainda poderiam mudar de voto.

Agora, os decididos caíram para 48,6%, enquanto os que declaram que ainda podem mudar subiram para 51,4%.

Avaliação de governo

A pesquisa também aponta que a avaliação do governo variou dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais, mas com predominância de ruim e péssimo.

Questionados sobre o conceito que davam para o governo, 10,7% responderam “ótimo” (eram 12% no mês passado); 21,5% escolheram “bom” (eram 22,6%); “regular” foi a escolha de 19% (18,3%); “ruim” registrou 15% (16,3%) e “péssimo”, 31,4% (29%).

O levantamento também perguntou qual é a maior ameaça à democracia brasileira: a mais citada, com 42,5%, foi a concentração de poder no Judiciário, seguida da corrupção na classe política, com 16,5%.

A maior parcela dos entrevistados, 41%, se declararam contra qualquer tipo de anistia, enquanto 32% são favoráveis à medida inclusive para Jair Bolsonaro (PL) e os militares. Outros 21% são a favor da anistia somente para os manifestantes e não para os líderes do 8 de Janeiro. Não souberam responder somaram 6%.

(Por Pedro Augusto Figueiredo)

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