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Mercado de trabalho brasileiro cria mais 112 mil vagas CLT em janeiro

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Número de trabalhadores com carteira assinada cresce 2,6% em 12 meses - Adobe Stock
Número de trabalhadores com carteira assinada cresce 2,6% em 12 meses
Por Pedro Marques

03/03/2026 | 11h49

São Paulo, 03/03/2026 - O mercado de trabalho brasileiro abriu 112.334 novos postos de trabalho com carteira assinada em janeiro, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira. O número superou a mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, que indicava criação líquida de 92 mil vagas (intervalo de 55.304 a 157.231 postos)

O País passou a ter mais de 48,5 milhões de vínculos formais ativos, crescimento de 2,6% em 12 meses – em janeiro de 2025, o Caged somava 47,3 milhões de empregos formais. Desde então foram acrescentados 1.228.483 novos empregos formais ao mercado de trabalho.

Leia também: Veja 12 situações em que a CLT permite ausência sem desconto no salário

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), quatro dos cinco grandes setores da economia registraram crescimento no mês. A Indústria apresentou o melhor resultado, com a criação de 54.991 vagas.

Também tiveram saldo positivo os setores de Serviços (40.525), Construção (50.545) e Agropecuária (23.073). Apenas o Comércio registrou redução (-56.800), movimento explicado pela sazonalidade após as festas de fim de ano.

Na variação por Estado, 18 das 27 Unidades da Federação tiveram saldo positivo. Os maiores avanços foram registrados em Santa Catarina (19 mil novos postos de trabalho), Mato Grosso (18.731) e Rio Grande do Sul (18.421). Em termos percentuais, Mato Grosso apresentou o maior crescimento (1,9%), seguido por Santa Catarina (0,7%) e Goiás (0,7%).

Salário médio

Segundo o MTE, o salário médio real de admissão em janeiro de 2026 foi de R$ 2.389,78. O valor representa aumento de 3,3% em relação a dezembro de 2025. Na comparação com janeiro do ano passado, o crescimento foi de 1,77%, já descontados os efeitos sazonais.

Dos empregos gerados no mês, 42% são considerados não típicos. Entre os não típicos, destacam-se contratações via CAEPF, principalmente na agricultura da soja; admissões com jornada de até 30 horas semanais; e aprendizes.

O salário médio dos trabalhadores típicos (aqueles que seguem as regras da CLT) foi de R$ 2.428,67, valor 1,6% acima da média geral. Já entre os não típicos, o valor médio foi de R$ 2.136,37, 10,6% abaixo da média.

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