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Morte do cão Orelha mobiliza artistas e protestos neste domingo no Brasil

Reprodução/Redes Sociais

Morte do cão Orelha mobiliza atos pelo Brasil neste domingo - Reprodução/Redes Sociais
Morte do cão Orelha mobiliza atos pelo Brasil neste domingo
Por Estadão Conteúdo

01/02/2026 | 12h10

São Paulo, 01/02/2026 - A morte do cão Orelha mobiliza atos pelo Brasil neste domingo, 1º de fevereiro, com o objetivo de cobrar justiça e a responsabilização dos envolvidos no caso. Em São Paulo, manifestantes se reuniram cerca de 10h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), na Avenida Paulista.

A caminhada teve início 30 minutos após a concentração. Alguns manifestantes carregavam cartazes e bandeiras com mensagens de protesto, e outros levaram seus próprios cães ao ato.

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A mobilização também pede pela redução da maioridade penal, que hoje é de 18 anos no Brasil. Os suspeitos pela morte de Orelha são quatro adolescentes.

O ato teve a presença de parlamentares, ativistas e artistas. A primeira-dama de São Paulo, Regina Nunes, participa da manifestação e divulgou imagens nas redes sociais. “Os animais não falam, eu sou a voz deles”, diz a biografia dela no Instagram, onde os registros foram compartilhados. A ativista Luisa Mell, que ganhou fama com resgate e proteção de animais, também está no ato.

No Rio de Janeiro, o protesto também teve início às 10h, no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, na Glória. Outro ato está previsto para às 16h, no Posto 2 de Copacabana, até o final da Praia do Leme.

Em Florianópolis, onde Orelha foi morto, o protesto ocorre no trapiche da Avenida Beira Mar Norte, no centro da cidade. Vídeos compartilhados por manifestantes nas redes sociais mostram manifestantes reunidos e pedindo, em coro, “justiça por Orelha.”

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Os atos reúnem artistas, ativistas e políticos. A atriz Heloisa Perissé fez um apelo pela participação no ato no Rio ainda no sábado, 31, por meio do Instagram.

Infelizmente, pelo que percebi, isso é só a ponta de um iceberg de coisas tenebrosas que estão acontecendo por aí. Isso também é um pedido de alerta para ver o que estão fazendo com a cabeça dos jovens, com a humanidade, disse.

Ao menos cinco ataques a cães, em Estados diferentes (Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul), geraram indignação nos últimos dias. Conforme noticiado ao longo da semana, os casos podem estar relacionados a grupos de ódio na internet que incitam adolescentes a torturar animais.

A morte do cão Orelha

Orelha morreu no início de janeiro, após sofrer agressões na região da cabeça. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as lesões foram tão graves que o animal precisou ser submetido à eutanásia durante atendimento veterinário que buscava reverter seu quadro clínico.

A Polícia Civil tomou conhecimento do caso em 16 de janeiro. Quatro adolescentes são investigados por supostamente agredirem o animal de forma violenta, com a intenção de causar sua morte. Parte das agressões teria se concentrado na cabeça do cão.

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Em 26 de janeiro, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, mas ninguém foi preso. Dois deles estavam nos Estados Unidos e tiveram celulares e roupas apreendidos pela Polícia Civil na quinta-feira, 29, ao desembarcarem no Aeroporto Internacional de Florianópolis.

A defesa dos suspeitos informou que a volta dos jovens foi articulada com os policiais e confirmou que eles entregaram os aparelhos telefônicos e outros pertences às autoridades em uma sala restrita do aeroporto. Os adolescentes também foram intimados a prestar depoimento.

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