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Nasce filhote de sagui-da-serra-escuro em SP, apesar do risco de extinção

Divulgação

Nasce filhote de sagui-da-serra-escuro no Centro de Conservação da Fauna Silvestre - Divulgação
Nasce filhote de sagui-da-serra-escuro no Centro de Conservação da Fauna Silvestre
Por Alexandre Barreto

30/04/2026 | 11h39

São Paulo - O Governo do Estado de São Paulo registrou o nascimento de um filhote de sagui-da-serra-escuro no Centro de Conservação da Fauna Silvestre (Cecfau), unidade da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, em Araçoiaba da Serra. Com o nascimento, chega a 14 o número de animais da espécie sob cuidados do centro.

Ameaçado de extinção, o sagui-da-serra-escuro integra programas de conservação que envolvem manejo reprodutivo, pesquisa científica e formação de população de segurança fora do ambiente natural.

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O sagui-da-serra-escuro está ameaçado de extinção e integra programas de conservação
O sagui-da-serra-escuro está ameaçado de extinção e integra programas de conservação - Divulgação

Essa espécie ocorre nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com estimativa entre 10 mil e 11 mil indivíduos na natureza e cerca de 80 sob cuidados humanos.

A mãe do filhote, Bia, nasceu no Zoológico de Guarulhos e foi transferida ao Cecfau em 2021. Ao lado do macho Xereta, ela já teve nove crias. Parte desses animais foi destinada a outras instituições para manutenção da diversidade genética.

Ao todo, o Cecfau soma 25 nascimentos da espécie, com seis indivíduos encaminhados a programas parceiros.

Outro casal do plantel, Athena e Eros, também integra o esforço de conservação e pode registrar novos nascimentos nos próximos dias, segundo a equipe técnica.

Em março de 2026, a unidade registrou um filhote de mico-leão-preto. No mesmo período, ultrapassou 500 nascimentos da perereca-pintada-do-rio-pomba, cuja população sob cuidados humanos já supera a estimativa na natureza.

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De acordo com a diretora de Biodiversidade e Biotecnologia da Semil, Patrícia Locosque Ramos, cada nascimento representa avanço em estratégias que integram ciência, gestão e cooperação institucional.

“O trabalho do Cecfau mostra como é possível transformar conhecimento técnico em resultados reais para espécies ameaçadas”, afirma.

A médica veterinária do Cecfau, Mayara Caiaffa, afirma que os primeiros dias de vida exigem monitoramento contínuo para garantir o desenvolvimento do filhote e o comportamento dos pais, especialmente em espécies ameaçadas.

Cada nascimento tem um peso enorme para a conservação”, explica.

Além do sagui, o Cecfau atua na conservação de espécies como o tamanduá-bandeira e a arara-azul-de-lear. Desde 2019, há registros de nascimentos da ave, com participação em programas nacionais de conservação que incluem soltura de indivíduos.

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A unidade também desenvolve pesquisas em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Conservação da Fauna (PPGCFAu). Os estudos subsidiam ações de conservação e a gestão de animais sob cuidados humanos.

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