CONFIRA

Papa condena e classifica eutanásia como 'falsa compaixão' imoral

Em seu terceiro dia na França, Leão voltou a abordar o debate sobre o fim da vida, que tem ganhado força em países de todo o mundo

Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo

27/09/2026 | 18h18

Reprodução/Vatican News

Papa Leão XIV em Lourdes, santuário católico francês associado a curas milagrosas de enfermos - Reprodução/Vatican News
Papa Leão XIV em Lourdes, santuário católico francês associado a curas milagrosas de enfermos
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O Papa Leão XIV condenou a legalização da morte assistida durante sua visita a Lourdes, classificando-a como uma 'falsa compaixão' e reafirmando os ensinamentos católicos sobre a dignidade da vida humana.

A discussão sobre o fim da vida tem se intensificado na França, onde uma recente legislação permite a eutanásia para pacientes com doenças incuráveis, refletindo um dilema moral e ético na sociedade.

Durante sua visita, Leão celebrou missas para grandes multidões e se comprometeu a apoiar as vítimas de abusos sexuais na Igreja, reconhecendo a necessidade de um acolhimento renovado para restaurar a confiança na instituição.

Resumo gerado por IA

São Paulo - O Papa Leão XIV condenou veementemente a legalização da morte assistida por meios médicos, classificando-a como uma "falsa compaixão" imoral, ao reafirmar os ensinamentos católicos sobre a vida durante uma visita, neste domingo, 27, a Lourdes, santuário católico francês associado a curas milagrosas de enfermos.

Em seu terceiro dia na França, Leão voltou a abordar o debate sobre o fim da vida, que tem ganhado força em países de todo o mundo.

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A questão agitou a política francesa durante anos, culminando recentemente em uma legislação que permite a adultos com doenças incuráveis receberem medicação letal.

A visita de Leão à França, país outrora profundamente católico e hoje oficialmente laico, tem sido marcada por multidões imensas - como as 800 mil pessoas presentes na missa celebrada por ele na icônica Place de la Concorde, em Paris - e por suas mensagens contra o aborto e a morte assistida.

Neste domingo, o papa norte-americano celebrou uma missa para cerca de 150 mil pessoas - muitas delas em cadeiras de rodas - no gramado ao lado da basílica principal de Lourdes.

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Em seguida, visitou um centro de assistência a enfermos nas dependências do santuário.

Ele buscou encorajar, especialmente aqueles que vivem com "dores terríveis", lembrando-lhes de que possuem uma dignidade inerente que nenhuma lei ou algoritmo pode "eliminar".

"Pelo contrário, é precisamente em nome dessa dignidade inalienável da pessoa humana que devemos rejeitar a tentação de provocar a morte sob o pretexto de uma falsa compaixão", afirmou. "O que é legal não é necessariamente moral", disse Leão sob aplausos da multidão.

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Santuário de Lourdes

Lourdes tornou-se um importante destino de peregrinação depois que a Igreja Católica reconheceu oficialmente as visões da Virgem Maria relatadas no local por uma jovem, em 1858.

O santuário, situado perto da fronteira com a Espanha, atrai milhões de peregrinos todos os anos, especialmente fiéis doentes e pessoas com deficiência que buscam a cura nas famosas águas da fonte da Gruta de Lourdes, onde as visões teriam ocorrido.

Leão chegou a Lourdes vindo de Paris na noite do sábado, 26; logo ao chegar, rezou na Gruta das Aparições e bebeu da água da fonte.

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"Ele trouxe uma mensagem de esperança para a França - uma mensagem de esperança e grandeza para a França, e de renovação para a França", contou Pierre Caziljc, um peregrino vindo de Paris.

Papa transmite mensagem sobre a vida durante visita à França

Na França, o Papa tem apelado repetidamente por um respeito renovado à vida, em conformidade com o ensinamento católico de que toda vida humana deve ser protegida e defendida desde a concepção até a morte natural. Esse ensinamento traduz-se em uma firme oposição ao aborto, à eutanásia e à morte assistida.

Em Lourdes, onde a Igreja reconheceu 72 curas "milagrosas" como autênticas, a questão do respeito aos mais frágeis, doentes e vulneráveis torna-se particularmente premente.

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"Suas muletas, suas cadeiras de rodas e suas lágrimas ocultas não são obstáculos; pelo contrário, são o próprio lugar onde vocês são plenamente respeitados e acolhidos", disse em sua homilia. "Lourdes é abençoada como um lugar para professar a beleza e a santidade da vida, pois aqui a vida é acolhida como um dom precioso de Deus."

Sobreviventes visitam Lourdes como parte de seu processo de cura

Mais recentemente, Lourdes também se tornou um local de cura para sobreviventes de abuso sexual cometido por membros do clero. Leão deveria encontrar-se com sete sobreviventes mais tarde neste domingo, incluindo uma pessoa que sofreu abuso já na idade adulta, reconhecendo assim a nova frente da crise de abusos que a Igreja enfrenta.

A Igreja na França tem passado por um doloroso acerto de contas com seu legado de abusos. Um relatório independente de 2021 estimou que 330 mil crianças foram vítimas de abuso ao longo de 70 anos, perpetrado por cerca de 3 mil padres e funcionários da Igreja.

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Apesar das críticas à metodologia e às conclusões do relatório, os bispos franceses implementaram um sistema independente de indenização para as vítimas que, até o momento, recomendou que a Igreja pagasse mais de € 20 milhões (R$ 118,5 milhões).

Durante uma reunião com bispos franceses durante a manhã, Leão elogiou a resposta deles às vítimas e incentivou-os a continuar. No entanto, ele também reconheceu que a queda acentuada nas vocações sacerdotais na Igreja francesa está relacionada ao escândalo, visto que o sacerdócio passou a ser visto, por vezes, com desconfiança. "Para que as vocações sacerdotais floresçam, o padre deve ser acolhido, aceito e amado", disse.

*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais em nossa Política de IA.

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