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Papa diz que 'guerra voltou a estar na moda' e pede respeito a venezuelanos

Vatican Media

Em reunião no Vaticano nesta sexta, o Papa Leão XIV discursou para cerca de 420 diplomatas e criticou falta de diálogo entre os países - Vatican Media
Em reunião no Vaticano nesta sexta, o Papa Leão XIV discursou para cerca de 420 diplomatas e criticou falta de diálogo entre os países
Por Bianca Bibiano

09/01/2026 | 11h08

São Paulo, 09/01/2025 - Em reunião nesta sexta-feira, o Papa Leão XIV recebeu o corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, que reúne diplomatas de 184 países e organizações internacionais, e criticou o que chama de "diplomacia da força". 

“Neste nosso tempo, preocupa particularmente a fragilidade do multilateralismo no plano internacional. Uma diplomacia que promove o diálogo e procura o consenso de todos está a ser substituída por uma diplomacia da força, de indivíduos ou de grupos de aliados", disse o papa, e completou:

A guerra voltou a estar na moda e um fervor bélico está se alastrando. Foi quebrado o princípio, estabelecido após a Segunda Guerra Mundial, que proibia os países de recorrerem à força para violar fronteiras alheias."

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Situação da Venezuela

Ao longo de sua fala, ele destacou especificamente o aumento das tensões no Caribe e no Pacífico após o ataque dos Estados Unidos que derrubou o governante Nicolás Maduro. "A escalada de tensões no mar do Caribe e ao longo da costa pacífica americana é motivo de grave preocupação (...). Isso se refere em particular à Venezuela, à luz dos acontecimentos recentes", disse o papa, que é estadunidense e naturalizado peruano.

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“Renovo o apelo ao respeito pela vontade do povo venezuelano e ao empenho na defesa dos direitos humanos e civis de todos e na construção de um futuro de estabilidade e concórdia (...), a fim de construir uma sociedade baseada na justiça, na verdade, na liberdade e na fraternidade, e assim superar a grave crise que há muitos anos aflige o país", completou.

Outros conflitos

Na ocasião, Leão XIV também criticou o prolongamento da guerra na Ucrânia e na Terra Santa, com "enorme sofrimento infligido à população civil". No primeiro caso, o papa reafirmou a urgência de um cessar-fogo imediato. No segundo, cobrou uma solução de Israel e Palestina para responder "às legítimas aspirações de ambos os povos".

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Além disso, o pontífice falou das crises em Mianmar e na região africana dos Grandes Lagos, no Sudão e Sudão do Sul, e também ressaltou a necessidade de se evitar o aumento dos arsenais nucleares e o uso de interligência artificial. "O perigo é que o sonho seja o da corrida a produzir novas armas cada vez mais sofisticadas", concluiu.

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