PEC que será contraponto da oposição ao fim da escala 6x1 avança no Senado
Saulo Cruz/Agência Senado
Brasília - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), despachou nesta quinta-feira, 28, para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, que muda a legislação trabalhista para estabelecer a hora trabalhada. O texto será usado pela oposição como uma alternativa para a PEC do fim do 6X1.
O texto foi protocolado pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que também é coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e havia recebido a assinatura de 36 dos 81 senadores antes de ser protocolada. Marinho diz que o texto já acumula 40 signatários.
O envio para a CCJ é um primeiro passo para a tramitação. Cabe agora o presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), designar relator, o que não tem prazo.
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A PEC cria um modelo alternativo de jornada de trabalho, permitindo que empregados escolham entre o regime tradicional previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um sistema flexível baseado em horas trabalhadas.
O texto altera o artigo 7º da Constituição para autorizar acordos individuais entre empregado e empregador sobre compensação de horários, redução de jornada e contratação por hora.
Pelo texto, contratos individuais prevalecem sobre acordos e convenções coletivas. A PEC prevê que a jornada flexível respeite o limite constitucional de 44 horas semanais e entre em vigor 180 dias após a promulgação.
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