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PF investiga fraudes de R$ 500 milhões na Caixa Econômica Federal

Divulgação/Fictor

Operação Fallax mira nomes ligados ao Grupo Fictor, incluindo o CEO Rafael Góis - Divulgação/Fictor
Operação Fallax mira nomes ligados ao Grupo Fictor, incluindo o CEO Rafael Góis
Por Paula Bulka Durães

25/03/2026 | 10h07 ● Atualizado | 11h54

São Paulo — A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Fallax nesta quarta-feira, 25, que tem como alvos nomes ligados à holding de investimentos Grupo Fictor, incluindo o CEO e sócio-fundador Rafael Góis e o ex-sócio Luiz Rubini.

A ação investiga um esquema de fraudes na Caixa Econômica que teria movimentado mais de R$ 500 milhões, segundo apuração do Estadão.

Leia também: Banco Master: entenda a fraude que levou à prisão de Daniel Vorcaro

Os investigados são suspeitos de integrar uma quadrilha voltada à lavagem de dinheiro e estelionato, utilizando a estrutura de instituições financeiras para ocultar recursos ilícitos.

Em nota enviada ao VIVA, o Grupo Fictor afirmou que na residência do empresário Rafael Góis somente o celular foi apreendido. "Tão logo sua defesa tenha acesso ao conteúdo da investigação, serão prestados os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, com o objetivo de elucidar os fatos."

Como funcionava o esquema?

Segundo a PF, o grupo criminoso aliciava funcionários da própria Caixa para facilitar a movimentação do dinheiro.

A fraude era operacionalizada mediante a inserção de dados falsos nos sistemas bancários. Funcionários das instituições financeiras envolvidas no esquema, entre elas o Grupo Fictor, utilizavam essas informações adulteradas para conseguir realizar saques e transferências indevidas.

Os números da Operação Fallax

A ação desta quarta-feira foi coordenada pela Justiça Federal de São Paulo, que expediu mandados cumpridos em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. O balanço das medidas judiciais inclui:

  • 21 mandados de prisão preventiva;
  • 43 mandados de busca e apreensão;
  • Bloqueio e sequestro de bens no valor de até R$ 47 milhões;
  • Quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 empresas.

Tentativa de compra do Banco Master

O Grupo Fictor já está em evidência no mercado financeiro desde o fim de 2025. Em novembro, a holding foi apontada como compradora do Banco Master, movimentação que ocorreu um dia antes da prisão do dono da instituição, o empresário Daniel Vorcaro.

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