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Polícia diz que americano que agrediu filho tem histórico de violência familiar

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Família de americano vivia agressões havia pelo menos oito anos, diz polícia - Unsplash
Família de americano vivia agressões havia pelo menos oito anos, diz polícia
Por Estadão Conteúdo

10/07/2026 | 19h00

São Paulo - As investigações da Polícia Civil indicam que a família do americano Dandre Jermaine Grayson (33) vivia em contexto de violência doméstica havia pelo menos oito anos. Ele admitiu ter espancado o filho Oliver Golden Grayson, de 3 anos, em Viamão (Região Metropolitana de Porto Alegre), e foi preso em flagrante em 5 de julho. A criança foi internada na UTI em Porto Alegre, mas morreu na noite de quarta-feira, dia 8, em razão dos ferimentos. 

A mãe, Mayanna Angelina Rodgers, foi presa preventivamente na quinta-feira, dia 9. O casal tem outros quatro filhos, que foram encaminhados a uma instituição de acolhimento. A defesa de Mayanna afirma que ela seria vítima e estava em grave vulnerabilidade dentro do ciclo de violência. Já a polícia aponta que, mesmo negando agressões, ela teria sido omissa e há relatos de que poderia também ter agredido as crianças — algo que ainda está sendo apurado.

Mãe tentava esconder agressões

Segundo a delegada Luana Medeiros, Mayanna levava os filhos ao hospital após agressões, mas orientava que mentissem sobre a origem dos ferimentos e usava roupas de manga comprida para esconder machucados. Além da violência física, as crianças teriam sofrido tortura psicológica, sendo obrigadas a presenciar agressões contra os irmãos; quando tentavam intervir e choravam, também apanhavam.

Em depoimento, Dandre disse que agrediu Oliver após a criança se recusar a dar “bom dia”. Ele relatou socos no peito e abdômen e que bateu a cabeça do menino no chão. A médica do primeiro atendimento, porém, afirmou que as lesões não seriam compatíveis apenas com socos e pancadas na cabeça, o que pode indicar uso de algum objeto. Os laudos do IGP ainda devem confirmar a causa da morte.

Houve falha do Conselho Tutelar?

A polícia apura também se houve omissão do Conselho Tutelar. A Prefeitura de Viamão acompanhava a família desde 27 de novembro de 2025, após uma enfermeira identificar hematomas em Oliver.

Como a família morou em diferentes Estados desde que chegou ao Brasil, foram solicitadas informações a conselhos tutelares, polícias civis e hospitais de outros locais.

São investigados, além do homicídio, possíveis torturas físicas e psicológicas contra as crianças e violência doméstica contra Mayanna. O Rio Grande do Sul também acionou a Interpol para verificar se Dandre, descrito como missionário religioso, tem histórico de investigações nos Estados Unidos.

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