Relação entre Master e Judiciário é alvo de CPI do Crime Organizado
Divulgação/Banco Master
02/02/2026 | 11h40
São Paulo, 02/02/2026 - A CPI do Crime Organizado, criada em novembro do ano passado para apurar a expansão de facções e milícias no país, anunciou nesta segunda-feira que irá ampliar o escopo de suas investigações, chegando ao Banco Master. A ideia é apurar as relações do banco com o Poder Judiciário.
Segundo informações da Rádio Senado, serão investigados os contratos de honorários advocatícios que reunidos somam mais de R$ 130 milhões entre a instituição financeira e o escritório da advogada Viviane Barsi de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Outro tema que entra para a investigação é um possível conflito de interesses do ministro do STF, Dias Toffoli, que é relator do caso na Corte.
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O plano de trabalho aprovado, segundo o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), abre espaço para apurar as denúncias envolvendo o banco de Daniel Vorcaro. "Isso se dá pela necessidade que nós temos de demonstrar que essas relações são licitas, tiveram todas as suas atividades cobertas pela legislação vigente. Com base nesses dados, teremos outros passos de investigação que serão as oitivas dessas mesmas pessoas", afirmou Vieira.
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Nesse sentido, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) já solicitou a transferência do sigilo bancário e fiscal de Viviane de Moraes e o convite para o comparecimento de Dias Toffoli à CPI. O senador Magno Malta (PL-ES), por sua vez, protocolou a convocação de Mário Humberto Degani, primo de Toffoli e ex-sócio do resort Tayaiá, cuja relação com o Master também está sendo investigada.
As datas das próximas reuniões da CPI ainda devem ser anunciadas.
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