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Senadores da CAE solicitam acesso aos inquéritos do Master

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Estados e Munícipios investiram recursos da previdência no Banco Master - Divulgação
Estados e Munícipios investiram recursos da previdência no Banco Master
Por Fabiana Holtz

12/02/2026 | 10h09 ● Atualizado | 10h10

São Paulo, 12/02/2026 - Senadores integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) solicitaram durante reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, realizada ontem, acesso aos inquéritos do Banco Master. O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), também participou do encontro.

Segundo o senador Izalci Lucas (PL-DF), o presidente do STF não pode derrubar o sigilo das investigações decretado pelo ministro Dias Toffoli, entretanto o Plenário do Senado pode rever o segredo de justiça a pedido da CAE.

O que aconteceu com o Banco Master ?

Com sua situação econômico-financeira comprometida, atravessando uma profunda crise de liquidez e em meio a graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN), a liquidação extrajudicial do Banco Master foi anunciada pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro do ano passado. A medida interrompe as atividades da empresa.

Além do banco, a determinação englobou atingiu outros ramos do conglomerado como o Banco Master de Investimento S/A, Banco Letsbank S/A e a Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Investigado por suspeita de fraude ao tentar vender carteiras de crédito falsas, a quebra do Master atingiu mais de 1,6 milhão de clientes e pode levar a um rombo de mais de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

A liquidação do Banco Master afetou em especial Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de Estados e municípios brasileiros – que equivale à aposentadoria dos servidores públicos. Estes fundos investiram quase R$ 1,9 bilhão em ativos da instituição que não possuem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Leia também: Confira se a sua previdência foi atingida pelo caso Master

CPMI do INSS

No final de janeiro, o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), defendeu que os trabalhos do colegiado envolvendo o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, se restrinja a descontos ilegais a aposentados e pensionistas.  

A nossa relação com o Banco Master começa nos consignados que estão no banco, de R$ 250 mil, e termina nos consignados."

"A relação do Banco Master com quem investiu dinheiro em CDB, com relações contratuais com outros bancos, não cabe à CPMI investigar. Isso não está na nossa função. Isso é outra CPMI que tem que ser criada", declarou Viana na ocasião.

Leia também: Presidente da CPMI do INSS diz que não vai investigar CDBs do Banco Master

Aguardado para depor na CPMI do INSS desde o início do mês, Vorcaro teve sua participação adiada para 26 de fevereiro, à pedido de seus advogados.

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