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Sistema Cantareira entra na Faixa 3 de alerta e reduz captação em julho

Agência Brasil

Volume útil do Cantareira encerrou junho abaixo de 40% - Agência Brasil
Volume útil do Cantareira encerrou junho abaixo de 40%
Por Estadão Conteúdo

01/07/2026 | 13h32

São Paulo - O Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, passou a operar nesta quarta-feira na Faixa 3 (Alerta), após encerrar junho com volume útil inferior a 40%. Nesta quarta-feira, o sistema registra 39,8% da capacidade, abaixo do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que está em 52,4%.

De acordo com as regras definidas pela Resolução Conjunta nº 925/2017, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da SP Águas, a permanência do volume útil entre 30% e 40% no último dia útil de junho determina a operação do Cantareira na Faixa 3 durante todo o mês de julho. Nessa condição, a Sabesp fica autorizada a retirar até 27 metros cúbicos por segundo (m³/s) do sistema ante 31 m³/s anteriormente.

Como medida de mitigação, a companhia também poderá utilizar a vazão eventualmente transposta no reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, respeitado o limite outorgado.

Mudança de metodologia

A entrada na Faixa 3 ocorre cerca de duas semanas após o governo paulista revisar a metodologia de monitoramento da segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo. As mudanças passaram a considerar uma série histórica de 15 anos, incluindo eventos como El Niño e La Niña, e criaram uma curva específica para o Cantareira após o sistema registrar, no ciclo 2025/2026, chuvas equivalentes a 62% da média histórica, ante 90% no ciclo anterior.

Em nota, a ANA e a SP Águas reforçaram a importância da adoção de medidas de gestão da demanda para reduzir o consumo e as perdas de água, além de estimular o uso racional do recurso pela população e pelos demais usuários, com o objetivo de preservar os volumes armazenados nos reservatórios.

A gestão do Sistema Cantareira é compartilhada entre a ANA e a SP Águas, que monitoram diariamente os níveis, as vazões e o volume armazenado para orientar as decisões operacionais. As regras atuais foram estabelecidas após a crise hídrica de 2014/2015 e definem os limites de retirada de água conforme o volume acumulado nos reservatórios.

O Sistema Cantareira abastece cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo e também contribui para o abastecimento de municípios das bacias PCJ, como Campinas. É formado pelos reservatórios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, que somam capacidade útil de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, o sistema conta com a interligação entre a represa da UHE Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, e o reservatório Atibainha, estrutura que ampliou a segurança hídrica da região.

(Por Elisa Calmon)

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