Soldado israelense é visto destruindo estátua de Jesus Cristo no Líbano
Reprodução/X.com via @ytirawi
São Paulo - Uma fotografia que mostra um soldado de Israel depredando uma estátua de Jesus Cristo em um vilarejo cristão no sul do Líbano causou forte repercussão e levou o Exército israelense a abrir uma investigação sobre o episódio, considerado de alta gravidade.
A imagem, divulgada na rede social X pelo jornalista libanês Younis Tirawi, retrata a estátua de Jesus virada de cabeça para baixo, com os braços arrancados da cruz, enquanto um militar a golpeia com uma marreta.
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Embora não tenha data confirmada, o registro foi feito em Debel, uma vila cristã na região de Nabatiyeh. A área tem sido atingida por bombardeios e operações terrestres desde o início recente da ofensiva israelense.
A cena gerou revolta entre moradores e lideranças locais. Em entrevista à CNN, o vice-administrador da vila, Maroun Nassif, condenou o ocorrido. “É um ato vergonhoso, que fere profundamente nossos sentimentos religiosos e agride aquilo que consideramos sagrado”, afirmou.
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Após a repercussão, as Forças de Defesa de Israel disseram ter verificado a autenticidade da imagem e confirmou que o soldado atuava no sul do Líbano. Em resposta, anunciou a abertura imediata de uma apuração interna, classificando o caso como “muito grave” e prometendo adotar medidas cabíveis conforme o resultado das investigações.
O episódio também provocou críticas dentro do próprio Parlamento israelense. Deputados árabes se manifestaram nas redes sociais. Ayman Odeh ironizou a situação ao dizer que aguardaria a justificativa de que “o soldado se sentiu ameaçado por Jesus”.
Já Ahmad Tibi questionou se atitudes como essa refletem influências externas, citando polêmicas recentes envolvendo o ex-presidente americano Donald Trump e imagens geradas por inteligência artificial que o retratam como Jesus Cristo, além de embates verbais com o Papa Leão XIV.
Segundo veículos de imprensa do Líbano, os danos a símbolos religiosos não se limitam ao local registrado na foto. Um mausoléu islâmico na região de Tiro também foi afetado durante os confrontos da guerra de 2024. Autoridades locais ainda relatam que ao menos outros nove espaços religiosos no sul do país sofreram destruição ou avarias ao longo dos ataques.
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