Trump cita conversas com Irã e rejeita novo bloqueio no Estreito de Ormuz
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São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado, 18, que o governo americano está em negociações diretas com o Irã.
A movimentação diplomática ocorre em meio à retomada das restrições impostas pelo país persa sobre o tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz. "Eles queriam fechar o Estreito de novo, estão fazendo isso há anos e eles não podem nos chantagear", afirmou Trump a repórteres na Casa Branca.
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O líder americano adotou um tom incisivo ao avaliar as atuais forças militares de Teerã, afirmando que o Irã "não tem mais marinha, não tem mais força aérea, e não tem líderes".
O presidente assegurou que trará mais detalhes sobre as tratativas "até o fim do dia", mas fez questão de ressaltar a postura da Casa Branca: "Estamos falando com eles e mantemos uma posição dura".
As declarações de Trump foram feitas à margem de outro compromisso oficial. O presidente falava com a imprensa durante a assinatura de uma ordem executiva voltada para a saúde, cujo objetivo é acelerar o acesso a tratamentos médicos com drogas psicodélicas.
Controle de Teerã
Do outro lado do conflito, o Irã demonstra que não pretende ceder facilmente. Segundo informações da agência estatal iraniana Isna, o país está determinado a exercer controle e supervisão rigorosos sobre o tráfego no Estreito de Ormuz até o término definitivo da guerra e a concretização de uma paz duradoura na região.
De acordo com a mídia estatal, o controle de Ormuz será aplicado mediante a exigência de informações completas sobre todas as embarcações em trânsito. Os navios deverão comprovar conformidade com as normas estipuladas pelo Irã, que são justificadas pelas condições de guerra.
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O país persa também determinou que os petroleiros realizem o pagamento de custos relativos a serviços de "segurança, salvaguarda e proteção do meio ambiente" nas rotas delimitadas pela República Islâmica.
O governo iraniano deixou um alerta: enquanto os Estados Unidos aplicarem métodos de pressão, como o bloqueio naval, Teerã considerará a atitude uma violação do cessar-fogo, impedindo até mesmo a abertura condicionada e limitada do Estreito de Ormuz.
(Por Gabriela Jucá e Mateus Fagundes)
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