Trump rejeita cessar-fogo com Irã e minimiza fechamento de Ormuz
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São Paulo - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje que não quer um cessar-fogo com o Irã agora, embora afirme estar aberto a dialogar. “Não fazemos um cessar-fogo quando estamos vencendo e o outro lado está destruído”, declarou a repórteres. Ele disse que seu país está "muito próximo" de atingir seus objetivos, enquanto considera encerrar os esforços militares no Oriente Médio.
Ele também minimizou o impacto do fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã. "Tudo o que eles estão fazendo é obstruir a passagem, mas, do ponto de vista militar, o Irã está acabado", defendeu. Ele voltou a se contradizer sobre a necessidade de apoio externo para reabrir a passagem. Disse ser uma “manobra simples”, mas que exige grande frota, e por isso busca ajuda de outros países.
Estamos fazendo um bom trabalho, mas seria bom se a China, o Japão e outros países que precisam do petróleo de lá se envolvessem”, afirmou.
Trump ainda se comprometeu a proteger, no mais alto nível, os aliados no Oriente Médio, incluindo Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e outros.
Alta maior do petróleo
Em outra fala, o presidente norte-americano disse esperar uma alta “maior” e “pior” do petróleo do que a recente e minimizou o comportamento das bolsas, apesar de perdas semanais em Nova York. Ele também afirmou ver “muito suporte público” à ofensiva com Israel, mas não comentou envio de tropas: “Não posso dizer o que faríamos”.
Em discurso na entrega do Troféu Comandante-em-Chefe, Trump reiterou que não permitirá que o Irã tenha armas nucleares e disse que o país está “indo bem” no conflito, acrescentando que o secretário de Guerra, Pete Hegseth, estava na Situation Room.
Além disso, o subsecretário de Guerra para Política dos EUA, Elbridge Colby, reuniu-se com embaixadores e autoridades de defesa do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) para alinhar as operações norte-americanas contra o Irã
Ele também afirmou a intenção do Departamento de manter cooperação próxima e contínua com o GCC enquanto houver combates, incluindo temas ligados à liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. O GCC reúne Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Omã.
Apoio nos EUA
Pesquisa do Politico aponta que 43% dos americanos apoiam os ataques conjuntos de EUA e Israel ao Irã, enquanto 33% se opõem e o restante não se posicionou. O apoio é maior entre republicanos e entre entusiastas de Trump. O levantamento foi conduzido pela Public First entre 13 e 18 de março, com 3.851 adultos, e margem de erro de ±1,6 ponto percentual.
Em Londres, ministros britânicos concordaram em permitir que os EUA usem bases do Reino Unido em operações para impedir ataques do Irã a navios no Estreito de Ormuz. Segundo a Downing Street, o acordo inclui operações defensivas para degradar locais de mísseis e capacidades usadas contra embarcações. O primeiro-ministro Keir Starmer já havia autorizado o uso de bases na região poucos dias após o início da guerra em 28 de fevereiro, quando o Irã passou a lançar mísseis e drones.
Nos EUA, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que um potencial orçamento de US$ 200 bilhões para a guerra “nunca acontecerá” se chegar ao Congresso, chamando-o de “risco absurdo e perigoso”, e pediu o encerramento do conflito.
Já a Otan anunciou a retirada de sua missão de assessoria de segurança do Iraque e a realocação de centenas de funcionários para a Europa após ataques do Irã a tropas em bases britânicas, francesas e italianas; a missão passará a ser conduzida a partir da sede da aliança em Nápoles, na Itália.
(Por Thais Porsch, Laís Adriana, Isabella Pugliese Vellani e Matheus Andrade, especial para o Broadcast)
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