Vídeo de Michelle desgasta Flávio e Jaques Wagner afeta Lula, diz Atlas
Fotos: PL Mulher/Divulgação e Carlos Moura/Agência Senado
Brasília - Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 2, mostra que parte significativa do eleitorado avalia que episódios recentes envolvendo aliados dos dois principais campos políticos podem prejudicar as pretensões eleitorais do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No campo do bolsonarismo, 37,8% dos eleitores consideram que o desentendimento entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro enfraquece muito a candidatura do senador à Presidência. Outros 26,3% avaliam que o episódio prejudica um pouco. Em sentido contrário, 7,1% dizem que o vídeo fortalece muito a candidatura de Flávio e 2,1% afirmam que fortalece um pouco. Para 22,4%, o episódio não afeta a pré-campanha, enquanto 4,4% não souberam responder.
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Segundo o levantamento, 78% dos eleitores tiveram acesso ao vídeo publicado por Michelle em 24 de junho, enquanto 22% disseram não conhecê-lo. Entre os que assistiram à gravação, 38,3% afirmam concordar mais com a posição da ex-primeira-dama, 20,6% ficam ao lado de Flávio, 21,4% dizem concordar parcialmente com ambos e 19,6% não souberam responder.
No vídeo, Michelle afirma ter sido "humilhada" pelo senador e diz que ele foi "grosseiro" e "desrespeitoso" com ela. Para 59,6% dos entrevistados, essas declarações são verdadeiras, enquanto 29,3% desacreditam da versão apresentada. Outros 11,3% não souberam responder.
Ainda sobre o episódio, 51% concordam com a decisão de Michelle de publicar o vídeo, enquanto 35,1% discordam. Outros 13,7% não souberam responder.
Por que Michelle divulgou vídeo?
Questionados sobre a motivação da divulgação, 38,6% acreditam que Michelle publicou o vídeo por desejar ser candidata à Presidência no lugar de Flávio. Outros 28,5% entendem que ela apenas expôs divergências políticas e pessoais, 22,3% avaliam que a intenção era ampliar seu poder político no partido e 10,7% não souberam responder.
A pesquisa também mediu a importância do apoio de Michelle para uma eventual campanha presidencial de Flávio. Para 28,9%, esse apoio é "muito importante"; para 26,5%, "importante"; para 16,3%, "pouco importante"; e para 11,7%, "nada importante". Outros 16,6% não souberam responder.
Entre os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro em 2022, 81,9% preferem que Flávio seja o candidato do bolsonarismo à Presidência, enquanto 14,7% defendem a candidatura de Michelle.
Qual o impacto de Jaques Wagner para Lula
No cenário governista, o levantamento mostra que 32,4% dos eleitores que tiveram contato com as notícias sobre o envolvimento do senador Jaques Wagner (PT-BA) no escândalo das fraudes bilionárias do Banco Master avaliam que casos como esse podem prejudicar muito a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Outros 28,8% acreditam que podem prejudicar pouco, 36,3% dizem que não prejudicam e 2,4% não souberam responder.
Segundo a pesquisa, 71,4% afirmam ter acompanhado de perto as investigações relacionadas à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, deflagrada em 18 de junho, que relacionam Wagner ao Banco Master. Outros 22,5% disseram ter tido pouco contato com o caso e 6,1% afirmaram não ter conhecimento.
Para 74,3% dos entrevistados, Jaques Wagner recebeu vantagens indevidas enquanto ocupava o posto de líder do governo no Senado e mantinha relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Outros 9,4% acreditam que ele não recebeu benefícios e 16,2% não souberam responder.
A relação de Wagner com o caso afeta diretamente Lula na avaliação de 35,6% dos entrevistados, enquanto 23,5% entendem que atinge parte do governo federal. Para 37,8%, trata-se de um problema exclusivo do senador. Outros 3% não souberam responder.
Já 39,6% afirmam que a Operação Compliance Zero piora muito a imagem do governo Lula e 17,5% dizem que piora um pouco. Para 36,2%, o episódio não afeta o Palácio do Planalto, enquanto 2,4% avaliam que melhora muito a imagem do governo e 2% entendem que melhora um pouco.
Ao serem questionados sobre quais grupos políticos estariam mais implicados no escândalo do Banco Master, 37,6% apontaram aliados de Lula, 36% citaram aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, 17,1% disseram que os dois lados estão igualmente ligados ao esquema e 6,1% atribuíram maior relação a parlamentares do Centrão. Outros 3,1% não souberam responder.
A Atlas/Bloomberg ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, o índice de confiabilidade é de 95% e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.
(Por Gabriel de Sousa)
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