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Eleições 2026

Lula promete fim do orçamento secreto e reforma do Judiciário em 4º mandato

Em comício em Belém, presidente também defende respeito às religiões e diz que ninguém vai “avacalhar” com Nossa Senhora Aparecida enquanto

Broadcast

Por Broadcast

29/09/2026 | 08h00

Divulgação/@lulaoficial

"As pessoas precisam aprender a respeitar todas as religiões", disse Lula - Divulgação/@lulaoficial
"As pessoas precisam aprender a respeitar todas as religiões", disse Lula
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Durante um comício em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou sua intenção de acabar com o orçamento secreto e implementar reformas políticas e no Judiciário em um possível quarto mandato, enfatizando a importância do apoio dos eleitores para evitar a oposição de senadores bolsonaristas.

Lula também se posicionou contra ataques a Nossa Senhora Aparecida, em resposta a uma informação falsa sobre o candidato Flávio Bolsonaro, e destacou a necessidade de respeito a todas as religiões, incluindo as de matrizes africanas.

O presidente, que completará 81 anos em breve, defendeu sua capacidade de governar e prometeu avançar em políticas sociais, ressaltando sua aliança com políticos locais e a importância de enfrentar a dívida do Estado com a população mais pobre.

Resumo gerado por IA

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta segunda-feira, 28, durante comício em Belém (PA), que deseja acabar com o orçamento secreto e fazer uma reforma política e uma reforma no Judiciário em um eventual quarto mandato.

No mesmo ato, Lula afirmou que não vai permitir que "avacalhem" com Nossa Senhora Aparecida enquanto for presidente, em referência a uma informação falsa de que o senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, deseja retirar da santa a condição de padroeira do Brasil.

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"Eu quero acabar com o orçamento secreto, eu quero fazer reforma política, eu quero fazer reforma no Poder Judiciário. Eu preciso de gente altamente comprometida com o nosso time", disse o presidente.

Lula disse que, para isso, é preciso que os eleitores votem nos senadores apoiados por ele. O presidente afirmou que um candidato bolsonarista eleito vai "infernizar a vida" dele na Presidência.

"A gente não pode eleger um bolsonarista para ser senador, porque, se um cara vai para lá, ele vai para lá para infernizar a minha vida, para não deixar com a gente governar", declarou Lula.

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Ao confrontar o principal oponente, o senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, Lula disse que a eleição do próximo domingo será para decidir entre um "presidente que cuida da educação ou outro que financia munição".

Nossa Senhora Aparecida

Lula afirmou que não vai permitir ataques a Nossa Senhora Aparecida enquanto estiver na Presidência. A declaração foi feita em meio à repercussão de uma informação falsa que associava Flávio Bolsonaro à intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.

"Enquanto eu for presidente da República, ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida. As pessoas precisam aprender a respeitar todas as religiões, inclusive as de matrizes africanas. Ninguém é dono da verdade", declarou Lula.

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A informação falsa também foi repercutida por Janja no ato em Belém. Ao atacar Flávio, a primeira-dama disse que um lado da eleição deseja acabar com as bets (em referência a Lula) enquanto outro deseja colocar fim à condição de padroeira do Brasil para Nossa Senhora Aparecida.

O presidente também atacou a Igreja Batista da Lagoinha e o seu líder, o pastor André Valadão, que é próximo da família Bolsonaro. "A única igreja mentirosa é aquela da Lagoinha, daquele pastor chamado Valadão, que era sócio do Vorcaro", declarou Lula.

O evento também foi marcado por acenos ao eleitorado evangélico. Segundos antes de começar o discurso, Lula fez o sinal da cruz, o que é incomum. Ao terminar a fala, ele ergueu uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré, oferecida pelo ex-governador do Pará e candidato ao Senado, Helder Barbalho (MDB).

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Quarto mandato

O candidato do PT à reeleição também buscou afastar críticas sobre sua idade avançada (Lula fará 81 anos no dia 27 de outubro). Segundo Lula, o preparo físico dele está melhor do que quando foi eleito presidente pela primeira vez em 2002, aos 57 anos.

O presidente também prometeu avançar em políticas sociais em um eventual quarto mandato e disse que fará isso porque a "dívida do Estado com o povo pobre é muito grande".

No início do discurso, Lula ressaltou a aliança que possui com políticos locais. Um dos alvos de afagos foi o senador Jader Barbalho (MDB). "Um amigo que esteve ao meu lado nos momentos mais difíceis do Senado."

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(Por Gabriel de Sousa)

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