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André Mendonça vai relatar ação contra reajuste do Bolsa Família no STF

Com o aumento dos benefícios do Bolsa Família, o piso dos pagamentos sai de R$ 600 para R$ 691, e a média dos benefícios, de R$ 691 para R$ 777

Broadcast

Por Broadcast

18/09/2026 | 14h32

Agência Gov Secom PR

Mendonça rejeitou uma ação de mesmo teor do deputado federal Zé Trovão (PL-SC) - Agência Gov Secom PR
Mendonça rejeitou uma ação de mesmo teor do deputado federal Zé Trovão (PL-SC)
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O ministro André Mendonça, do TSE, foi designado relator da ação de Renan Santos, que contesta o reajuste do Bolsa Família promovido pelo governo Lula, alegando que a medida tem fins eleitorais. A ação anterior, proposta pelo deputado Zé Trovão, foi rejeitada por falta de legitimidade.

O reajuste do Bolsa Família eleva o piso de R$ 600 para R$ 691 e a média dos benefícios de R$ 691 para R$ 777, sendo justificado pela AGU como uma correção das perdas inflacionárias de 15,04% desde o início do programa. A defesa de Renan argumenta que o governo sabia da perda de poder aquisitivo desde 2025, mas adiou o aumento para o ano eleitoral.

Os advogados de Renan pedem a suspensão do reajuste até a posse dos novos eleitos e a aplicação de multa a Lula, além da possibilidade de cassação de seu registro ou mandato. A defesa alega que a divulgação do reajuste nas redes sociais por Lula contraria a legislação eleitoral que proíbe o uso promocional de benefícios sociais.

Resumo gerado por IA

Brasília - O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator da ação movida pelo candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, contra o reajuste do Bolsa Família feito pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na quinta-feira, 17, o magistrado rejeitou uma ação de mesmo teor do deputado federal Zé Trovão (PL-SC), por entender que o parlamentar não tinha legitimidade para questionar uma medida promovida por um presidenciável.

Com o aumento linear dos benefícios do Bolsa Família, o piso dos pagamentos sai de R$ 600 para R$ 691, e a média dos benefícios, de R$ 691 para R$ 777. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), a medida apenas corrige as perdas inflacionárias; por isso, não estaria proibida pela lei que veda a ampliação de benefícios sociais em ano eleitoral.

De acordo com cálculos apresentados pelo governo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desde o início do programa até agosto foi de 15,04%.

Na representação ao TSE, os advogados de Renan alegam que a gestão petista já sabia sobre a perda de poder aquisitivo dos beneficiários do Bolsa Família desde o início de 2025, mas não aumentou o valor do benefício.

Além disso, a defesa sustenta que, para que a recomposição inflacionária pudesse ser aplicada em 2026, ela deveria ter produzido efeitos ainda em 2025, para não alcançar a vedação expressa na Lei Eleitoral de que, no ano do pleito, é proibida a distribuição gratuita de benefícios.

“Pior era o cenário no início desse ano eleitoral e, não obstante isso, o aumento só foi implementado na reta final da campanha eleitoral, com evidente propósito eleitoreiro. Não se tratasse de finalidade eleitoreira e o reajuste inflacionário teria ocorrido muito antes", diz o documento.

A petição também aponta que, logo após a assinatura do decreto de reajuste do programa, Lula passou a divulgar a medida em suas redes sociais, em contrariedade à vedação de uso promocional, por um candidato, de bens ou serviços sociais custeados pelo poder público.

“O uso promocional desse reajuste é inconstitucional e proibido expressamente pela legislação eleitoral, porque se trata de um programa de caráter social custeado pelo poder público”, afirma a defesa.

Por esses motivos, os advogados de Renan e do Missão pedem a suspensão dos efeitos econômicos do decreto de reajuste do Bolsa Família até a data da posse dos candidatos eleitos, além de multa a Lula. A defesa requer ainda a cassação do registro do petista, do diploma ou de seu mandato, caso seja reeleito.

(Por Gabriel Máximo)

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