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Eleições 2026

Na reta final: saiba o que é permitido ou proibido às vésperas do pleito

Legislação eleitoral determina, a partir desta quinta-feira, o fim da propaganda na TV, veto a conteúdos de IA e a manifestações públicas

Marcel Naves

Por Marcel Naves

30/09/2026 | 19h57

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Tribunal Superior Eleitoral fiscaliza o cumprimento da legislação eleitoral na reta final para o pleito - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Tribunal Superior Eleitoral fiscaliza o cumprimento da legislação eleitoral na reta final para o pleito
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No dia 4 de outubro, mais de 158 milhões de eleitores brasileiros participarão das eleições, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral impõe restrições nas campanhas e atividades políticas nos dias que antecedem a votação.

As regras incluem o fim da propaganda eleitoral gratuita na quinta-feira, a proibição de conteúdos gerados por inteligência artificial e a limitação de atos de rua, visando garantir a segurança e a integridade do processo eleitoral.

As forças armadas devem manter distância das seções eleitorais, e no dia da votação, os eleitores poderão expressar suas preferências de forma individual, com transporte público gratuito, mas sem aglomerações ou abordagens a outros eleitores.

Resumo gerado por IA

São Paulo - No próximo dia 4 de outubro, mais de 158 milhões de eleitores brasileiros irão às urnas para definir o futuro político do País. Contudo, nos dias que antecedem a votação, candidatos, partidos e cidadãos precisam ficar atentos às restrições legais e às determinações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os comícios, debates, propaganda no rádio e na televisão, anúncios na imprensa, impulsionamento na internet e atos de rua têm datas diferentes para terminar. No dia da eleição, algumas manifestações políticas são permitidas, desde que individuais e silenciosas. As regras sobem gradativamente de acordo com o seguinte cronograma:

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Quinta-feira (1): Fim do horário eleitoral

A quinta-feira marca a despedida da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, que estava no ar desde 28 de agosto. O dia também é a data-limite para o impulsionamento de conteúdos pagos na internet e a realização de comícios com som fixo (que podem se estender até a meia-noite, com tolerância de mais duas horas para o evento de encerramento da campanha). 

No caso dos debates, as transmissões iniciadas na quinta podem invadir a madrugada, mas devem ser finalizadas até as 7h do dia seguinte. Outra restrição importante diz respeito ao uso de inteligência artificial, que também fica proibida a partir de quinta, a publicação de conteúdos inéditos gerados por IA, mesmo que o material contenha aviso de manipulação.

Sexta-feira (2): Imprensa escrita e a segurança 

Este é o último dia para a veiculação de publicidade política paga em jornais impressos e para a reprodução de anúncios na internet. As Forças Armadas passam a ser obrigadas a manter uma distância de pelo menos 100 metros das seções eleitorais. A aproximação só irá ocorrer mediante uma ordem judicial ou pedido da presidência da mesa de votação.

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Sábado (3): Últimos atos de rua e restrição ao porte de armas

Entre as 8h e as 22h, candidatos e apoiadores podem utilizar alto-falantes e amplificadores, desde que a mais de 200 metros de locais como hospitais, escolas, tribunais, igrejas e prédios do Executivo e Legislativo. 

Caminhadas, carreatas e a distribuição de material gráfico  são permitidos até às 22h. De sábado até segunda-feira (5), colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) estão proibidos de transportar armas ou munições. 

Domingo (4): O dia do voto 

Com as urnas abertas das 8h às 17h (pelo horário de Brasília), o eleitor pode demonstrar sua preferência, mas de forma estritamente individual e silenciosa, usando itens como broches, adesivos e bandeiras. Não serão permitidas aglomerações com vestuário padronizado, abordagens a outros eleitores (boca de urna), e a distribuição de panfletos.

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Na cabine de votação celular, câmeras e outros dispositivos eletrônicos são proibidos e devem ser deixados com os mesários.

O transporte público coletivo será oferecido de forma gratuita, mas o cidadão pode usar seu próprio carro para transportar familiares, porém, qualquer tentativa de fretamento ou transporte organizado com intenção eleitoral é considerada crime. 

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